domingo, 9 de fevereiro de 2014

Justiça nos Pensamentos.


1. Todos temos, desde crianças, um forte sentimento de justiça. Como dói à criança ser castigada pelo que não fez, ver que os pais não cumprem o que prometeram  ou que alguém lhe tire sem motivo o brinquedo preferido.

Tanto e mais que às crianças dói aos adultos: acusações falsas na escola ou no emprego, não receber o pagamento justo de um trabalho, ser roubado, explorado, traído, ser vencedor num concurso e perder a vaga para um “afilhado” da banca, ser vítima de cem formas de embustes, armadilhas, logros e enganos…

A mágoa profunda que nos causa a injustiça deve mover-nos a amar a virtude da justiça e a defendê-la sempre.
O Catecismo a define, sinteticamente, assim: «É a virtude moral que consiste na vontade constante e firme de dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido» (n. 1807).
Comecemos meditando que, antes de mais nada, é devido a cada pessoa o respeito à sua dignidade e a equidade nos juízos que fazemos dela.
2.  Respeito pela dignidade
Todo ser humano merece imenso respeito por ser imagem de Deus , criatura de Deus, filho de Deus – sobretudo se recebeu no Batismo a graça da “filiação adotiva” (Jo 1,12) −; por ser  portador desde a concepção de uma alma espiritual e imortal; porque é alguém por quem Cristo morreu, e que está destinado à bem-aventurança eterna (cf.Catecismo nn. 1702-1705) e 2 Cor 5,14-15).
Uma forma penosa de desrespeito é o desprezo. Cristo condena fortemente o desprezo com que certos  fariseus orgulhosos olhavam para os outros: Eles se vangloriavam como se fossem justos, e desprezavam os demais (Lc 18,9).
E nós? Zombamos dos outros? Caçoamos? Ridicularizamos? Arremedamos deficiências deles (aleijões, gagueira, estrabismo, etc.) para provocar risadas? Já lhes preparamos armadilhas para que caíssem no ridículo?
Ou, o que é ainda pior: Desprezamos sua falta de categoria intelectual, profissional ou social? Sua incultura? E ainda pior: Discriminamos por motivos de religião, raça, idade, sexo, etc.
Deus não despreza ninguém: Guardai-vos de menosprezar um só destes pequenos, dizia Jesus (Mt 18,10). Se fizemos alguma pessoa se sentir desprezada, pecamos contra a justiça, pisamos no direito ao respeito que todos os filhos de Deus, sem exceção, têm.
A Madre Teresa de Calcutá, exemplo maravilhoso de respeito e amor pelos mais rejeitados, dizia: «A maior pobreza não é a falta de dinheiro, ou a falta de pão e de comida, mas sobretudo uma fome terrível de reconhecimento da dignidade que cada um tem» (M. A. Velasco, ”Madre Teresa de Calcutá, p. 27).
Da Madre Teresa já foi dito que ela e as suas irmãs iam “além do amor”. Todo cristão deve amar o próximo por ver nele o próprio Cristo (cf.Mt 25,40). Mas não pode amar quem primeiro não respeita. Primeiro a justiça; depois − muito acima dela, mas nunca sem ela – a caridade.
Lembremos a “regra de ouro” que Cristo nos deu: Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles. Esta é a lei e os profetas (Mt 7,12).
3. Evitar os juízos temerários
O juízo temerário consiste em atribuir ao próximo um erro, um crime ou um pecado, sem fundamento. Assim o define o Catecismo: «Torna-se culpado de juízo temerário aquele que, mesmo tacitamente [ou seja, mesmo interiormente, só com o pensamento], admite como verdadeiro, sem fundamento suficiente, um defeito moral no próximo» (n. 2477).
Jesus, que nos mandou: Não julgueis e não sereis julgados (Lc 6,37), dirigia-se com mágoa aos que faziam juízos críticos dele: Por que pensais mal em vossos corações? (Mt9,4).
Fazer um juízo, sem base objetiva e comprovada, é esquecer que só Deus vê o coração, e, portanto, colocar-se numa posição que só a Deus corresponde. Madre Teresa dizia: «Por muito que vejamos os outros fazerem coisas que nos parecem erradas, não sabemos por que as fazem» (Ioc. cit. p. 27).
É tocante também o exemplo de outro santo dos nossos dias, São Josemaria Escrivá. Durante a fúria anticatólica da época da guerra civil espanhola, quando – como tantos outros padres− , era perseguido de morte, dizia aos que estavam refugiados com ele numa pequena legação diplomática:
«Em vez de nos precipitarmos a julgar o nosso próximo, e talvez a condenar duramente, temos que pensar no que seria de nós se tivéssemos estado no ambiente em que viveu o homem que julgamos, se tivéssemos lido os livros que leu; se tivéssemos sentido as paixões que o dominaram… Não nos basta como exemplo o caso de Paulo que, depois de ter sido perseguidor dos cristãos, foi exemplo para todos? Compreensão, pois; essa criatura, que talvez no nosso interior desprezamos e condenamos, quem sabe se, uma vez corrigida, purificada, convertida em espiga sã, não produzirá frutos mais saborosos do que nós?» (O homem             que sabia perdoar, Ed. Indaiá, pp. 51-520).
4. Seguir o caminho indicado por Cristo
A) Em primeiro lugar, para julgar sem cometer injustiça, é preciso fazer o  que Jesus indica: Por que olhas o cisco que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu? Como ousas dizer a teu irmão: Deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tens uma trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave de teu olho e assim verás para tirar o cisco do olho de teu irmão (Mt 7,3-5).
Só podemos olhar bem para os outros com os nossos olhos purificados pela humildade e o arrependimento: primeiro, vejamos os nossos defeitos, que talvez sejam do mesmo tipo que nos incomoda nos  outros. É uma lição constante de Nosso Senhor: lembre, por exemplo, do episódio da mulher adúltera; Jesus cala-se diante dos acusadores odientos, e as primeiras palavras que diz são: Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra (Jo 8,7).  Primeiro, nós. Ter consciência de que somos pecadores, para não julgar por cima ninguém.
Fica claro que, para julgar serena e objetivamente, é necessário compreender, quer dizer, enxergar com humildade e sem preconceitos; mas sem incorrer  no erro oposto ao juízo temerário, que é o de pretender justificar o injustificável, e chamar santo ou normal o que ofende a Deus e aos próximo.
Não esqueçamos que uma coisa é “ver” e outra julgar, condenar. É inevitável que vejamos erros alheios, às vezes patentes e graves (crimes, abusos, injustiças); mas coisa diferente é condenar com ódio e agressividade contra a pessoa. Isso é anticristão.
B) Em segundo lugar, seguir, sempre que for possível, o conselho de Santo Agostinho: «Procurai adquirir as virtudes que julgais faltarem aos vossos irmãos, e já não vereis os seus defeitos, porque vós mesmos não os tereis».
C) Em terceiro lugar, agir. A primeira “ação” , a primeira atitude a ser tomada, é orar pelos que erram e perdoá-los. A segunda “ação” – quando possível –  é ajudar e, se for o caso, corrigir.
Reparemos como termina o texto de Jesus sobre o cisco e a trave: Tira primeiro a trave de teu olho e assim verás para tirar o cisco do olho de teu irmão (Mt 7,5).
Cristo não diz só: Perdoa, sê humilde, esquece. Também diz: Tira o cisco, ou seja, age, faze o possível para ajudar o teu irmão que erra, e, quando é necessário, também para evitar que o seu erro cause dano a inocentes. Em resumo, é preciso:
─ rezar sempre pela pessoa errada (cf. Mt 5,44)
─ tentar corrigi-la fraternalmente, se há possibilidade disso: Se te ouvir, terás ganho teu irmão (Mt 18,15).
─ caso a caridade e a justiça para com terceiros o exija, após tentar corrigir sem êxito, tomar as medidas oportunas para coibir abusos, sem descartar a denúncia e outras medidas legais cabíveis (cf. Mt 18,16-17 e 6).
Questionário sobre os juízos temerários
─ «Um só é o legislador e juiz – escreve São Tiago –… Tu, porém, quem és para julgares o teu próximo?». Faço maus juízos dos outros, sem ter certeza nem razões sólidas para pensar desse modo? Imagino que têm intenções ruins, sem um fundamento claro?
─ Luto por repelir os preconceitos e a desconfiança ao pensar nos outros? Esforço-me por ver sempre o lado bom de todas as pessoas?
─ Percebo que julgar sem conhecer a fundo a alma dos outros — que só Deus vê — é quase sempre uma grande injustiça?
─ Antes de julgar os defeitos dos demais, procuro ver os meus e corrigi-los? Percebo que só a pessoa humilde, que se conhece um pouco a si mesma, tem condições de olhar para os outros com compreensão?
─ Compreendo que muitos maus juízos e preconceitos nascem das marcas que deixam na minha alma o orgulho, a inveja, a susceptibilidade?
─ Guardo ressentimentos dentro do coração? Esqueço-me de que Cristo nos disse: «Se não perdoardes aos outros, vosso Pai também não perdoará as vossas faltas»?
─ Quando tenho o dever de julgar o comportamento de meus familiares, subordinados, etc, faço isso sem ira, sem me deixar dominar pelo calor da indignação, procurando a maior objetividade possível?
─ Tenho o amor e a coragem suficientes para corrigir com delicadeza os erros das pessoas que dependem de mim, ou dos que confiam na minha amizade?
─ Compreendo que calar, quando se deveria corrigir para procurar o bem da pessoa que errou, pode ser muitas vezes uma deslealdade?
─ Os erros dos outros provocam em mim ira, desprezo e antipatia, ou despertam a responsabilidade de rezar mais por eles, de pedir a Deus que os ajude a abrirem os olhos e melhorar?
Conclusões (Procure tirar as suas conclusões e anotá-las)
 Pe. Faus 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Jornal Informativo - Janeiro 2014

Fraternidade e Tráfico Humano - CF 2014

Tema: Fraternidade e Tráfico Humano
Lema: Para Liberdade que Cristo nos libertou (Gl 5,1)
Objetivos desta Campanha da Fraternidade

OBJETIVO GERAL

Identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e
denunciá-lo como violação da dignidade e da liberdade humana,
mobilizando cristãos e a sociedade brasileira para erradicar esse mal,
com vista ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

1. Identificar as causas e modalidades do tráfico humano e os rostos que sofrem com essa exploração.
2. Denunciar as estruturas e situações causadoras do tráfico humano.
3. Reivindicar, dos poderes públicos, políticas e meios para a reinserção das pessoas atingidas pelo tráfico humano na vida familiar e social.
4. Promover ações de prevenção e de resgate da cidadania das pessoas em situação de tráfico.
5. Suscitar, à luz da Palavra de Deus, a conversão que conduza ao empenho transformador dessa realidade aviltante da pessoa humana.
6. Celebrar o mistério da morte e ressurreição de Jesus Cristo, sensibilizando para a solidariedade e o cuidado às vítimas desse mal. 

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Mensagem do Papa Francisco


"Ciúmes e invejas dividem os cristãos", adverte Francisco.

Cidade do Vaticano (RV) – “Os cristãos devem fechar as portas a ciúmes, invejas e mexericos que dividem e destroem nossas comunidades”. A exortação foi feita pelo Papa na manhã desta quinta-feira, 23, na missa presidida na Santa Marta.Sua reflexão começou a partir da primeira leitura do dia, que fala da vitória dos israelitas sobre os filisteus, graças à coragem do jovem Davi. A alegria da vitória se transformou logo em tristeza: o Rei Saul, invejoso porque as mulheres louvaram Davi, que matou Golias, mandou executá-lo.“É o que o ciúme faz em nosso coração – observou o Papa – é uma inquietude cruel: não toleramos que um irmão ou irmã tenham algo que não temos. Saul, ao invés de louvar Deus, como fizeram as mulheres de Israel, preferiu se fechar e ficar lamentando consigo mesmo”. “O ciúmes leva a matar.. foi pela porta da inveja que o diabo entrou no mundo. Ciúme e inveja abrem as portas ao mal, são um veneno”, disse, advertindo:“As pessoas invejosas e ciumentas são amargas: não sabem cantar, não sabem louvar e não conhecem a alegria. Semeiam sua amargura e a difundem em toda a comunidade. Outra consequência deste comportamento são os mexericos, porque quando uma pessoa não tolera que outra tenha algo que ela não tem, tenta ‘rebaixá-la’, falando mal dela. Vejam: por trás de uma fofoca estão sempre ciúmes e inveja”.“Quantas belas comunidades cristãs – exclamou o Papa – andavam bem até que o verme da inveja contagiou um de seus membros e com ele, a tristeza, o ressentimento e as fofocas”, completou o Papa. “Hoje, nesta missa, rezemos por nossas comunidades cristãs para que a semente do ciúme não seja semeada entre nós; que a inveja não penetre em nossos corações e possamos ir avante, louvando o Senhor, com a graça de não cairmos na tristeza”.

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O ESPIRITO DO ECC


O ECC é um serviço-escola. Não é um movimento. Não visa prender a si os casais, nem os casais devem querer ficar presos ao ECC. Apresenta-se como um “SERVIÇO DA IGREJA ÀS FAMÍLIAS DA PARÓQUIA”. É essencialmente paroquial. Esta é a característica fundamental.

Pe. Alfonso Pastore chega a dizer que “quem lhe retirar essa característica (paroquialidade) arranca-lhe a alma”. O ECC é feito de casais para casais. É ainda um serviço que procura apresentar aos casais uma visão da Igreja, por meio de seus Documentos e Encíclicas, e de sua Doutrina Social.Espiritualidade - É a tônica do ECC e se fundamenta em 5 pontos básicos:
a) DOAÇÃO – essência da vida cristã;b) POBREZA – atitude evangélica fundamental para se colher o Reino de Deus;
c) SIMPLICIDADE – atitude que se traduz num estilo simples, espontâneo e autêntico no relacionamento com os outros.
d) ALEGRIA – nasce da certeza da vitória do bem e é experimentada no encontro, na partilha, na doação, na comunhão com o outro.
e) ORAÇÃO – é uma relação pessoal do homem com Deus em Jesus Cristo.


Juntam-se as estes valores a FRATERNIDADE, a GRATUIDADE e a MISSIONARIEDADE.


domingo, 26 de janeiro de 2014

Sobre a prudência




GUIA  SOBRE A PRUDÊNCIA
By
 Pe. Faus

1. Durante séculos, a prudência foi identificada com a “sabedoria da vida”.
Ser prudente é agir de um modo “pensado”, racional, não instintivo ou inconsciente.
A prudência é a virtude-guia da vida. Os antigos a chamavam auriga virtutum, o “cocheiro” que tem a rédeas do carro das virtudes e as dirige (cf. Catecismo, n. 1806).
É prudente aquele cristão que procura guiar-se pela razão iluminada pela fé. No proêmio da Encíclica “Fé e razão” (Fides et ratio), João Paulo II diz que «a fé e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade».
Ambas – razão e fé – procedem de Deus, única luz verdadeira (cf. Jo 1,9 e 1 Jo, 1,5), e são inseparáveis. Por isso, Bento XVI, na Universidade de Ratisbona, citava esta frase do imperador bizantino Manuel II Paleólogo: «Não agir segundo a razão é contrário à natureza de Deus» (12/09/2006).
2. A maior imprudência da vida não é atravessar uma avenida movimentada quando o semáforo está vermelho. É ser superficial:
– Ir no embalo: viver na inércia de uma rotina cega.
– deixar as rédeas da vida nas mãos das emoções e das paixões: ira, raiva, inveja, amor-próprio orgulhoso, ambição egoísta… Ou do sentimentalismo irracional: p.ex., moleza prejudicial na educação dos filhos.
– largar-se nas mãos dos desejos, procurando falsas razões para justificar aquilo que desejamos, em prejuízo do que teríamos que “fazer”, porque é um bem, um dever certo,
– decidir movidos pelos nervos e a pressa: afobação, precipitação, e-mails mal pensados…
Joseph Pieper, citando e comentando Santo Tomás de Aquino no seu livro sobre as “Virtudes Fundamentais”, diz: «O bem essencial do homem – isto é, o seu verdadeiro “ser humano”–, reside no fato de que “a razão, que se aperfeiçoa no conhecimento da verdade”, modele e informe interiormente seu querer e sua ação… “O homem é homem porque é racional”» (pp.17-18).
3. O Compêndio do Catecismo da Igreja católica diz: «A prudência dispõe a razão a discernir, em cada circunstância, o nosso verdadeiro bem e a escolher os meios adequados para o pôr em prática. Ela guia as outras virtudes, indicando-lhe regra e medida» (n. 380).
Quando trata dessa virtude, Santo Tomás explica que ela leva, a partir do conhecimento verdadeiro, à decisão prudente, e que isso se realiza em três etapas:reflexão, juízo e decisão.
1ª) Reflexão:  Já vimos como é fácil substituir a reflexão por emoções, paixões e interesses. Para refletir pudentemente precisamos de:
a) vencer a preguiça de pensar. É a preguiça que temos quando dizemos, antes de ter refletido sobre um problema: “deixa”, “estou cansado”, “não me aborreça”…
b) ter tempo para pensar sobre a vida e as coisas da vida: momentos concretos, fixos, habituais, de meditação, de oração, de exame de consciência.
c) cultivar o hábito de ler, que facilita o hábito de pensar.
d) saber usar a memória: para aproveitar a experiência e para retificar: «Não é prudente – diz São Josemaria – quem nunca se engana, mas quem sabe retificar os seus erros» (Amigos de Deus, n. 88).
e) ser humildes: pedir luz a Deus, ao Espírito Santo (luz dos corações). E saber pedir conselho a quem o possa dar. «O primeiro passo da prudência – diz São Josemaria – é o reconhecimento das nossas limitações: a virtude da humildade. É admitir, em determinadas questões, que não percebemos tudo, que em muitos casos não podemos abarcar circunstâncias que importa não perder de vista à hora de julgar. Por isso nos socorremos de um conselheiro. Não de qualquer um, mas de quem for idôneo» (Amigos de Deus, n. 86).
2ª) Juízo, avaliação. Vejamos alguns aspectos desse julgamento prático:
a) fazer um juízo de valor: enxergar o que é no caso moralmente melhor ou, pelo menos, bom. São Paulo pedia aos Romanos empenho em discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito (Rm 12,2).
b) discernir o ponto equilibrado do bem a realizar: não ficar nem abaixo desse ponto nem pecar por excesso (p.ex., é bom ser amável e conversar com os colegas, mas é errado gastar muito tempo em conversas inúteis).
c) julgar com clareza quais são as “prioridades”, utilizando não só a razão, mas a razão iluminada pela fé (Deus é a prioridade que não pode ser rebaixada).
d) fazer juízos acertados sobre os “meios” a serem empregados com eficácia. Definir bem o “que”, o “como”, e o “quando”.
3ª) Decisão.
            Santo Tomás ensina que a virtude exige “transformar o conhecimento verdadeiro em decisão prudente”, e dá esta regra de ouro: «O homem prudente é lento na reflexão e rápido na execução». É claro que isso exige:
a) vencer o comodismo e o medo de que não dê certo. «A prudência exige habitualmente uma determinação pronta e oportuna. Se algumas vezes é prudente adiar a decisão até que se completem todos os elementos de juízo, outras seria uma grande imprudência não começar a pôr em prática, quanto antes, aquilo que vemos ser necessário fazer, especialmente quando está em jogo o bem dos outros» (Amigos de Deus, n. 86).
b) não cair na cautela medrosa. «Pela prudência, o homem é audaz, sem insensatez. Não evita, por ocultas razões de comodismo, o esforço necessário para viver plenamente segundo os desígnios de Deus … Prefere não acertar vinte vezes a deixar-se levar por um cômodo abstencionismo… Não renuncia a conseguir o bem por medo de não acertar» (Amigos de Deus, n. 87).
c) finalmente, a constância no esforço, ainda que custe muito (com a luta, e o tempo, custará menos). 
Questionário sobre a prudência
− Procuro ter com frequência (se possível, diariamente) alguns momentos de silêncio e reflexão, para orar, meditar e esclarecer com Deus os assuntos fundamentais da minha vida? Peço ao Espírito Santo que ilumine a minha inteligência e oriente e fortaleça a minha vontade para seguir a verdade e o bem?
− Tenho o bom hábito de me aconselhar devidamente antes de assumir compromissos sérios, de fechar negócios arriscados ou de resolver problemas familiares e profissionais de certo vulto?  Evito a autossuficiênia? Caio no orgulho de dizer: “Não preciso de ninguém, eu sozinho resolvo”?
− Quando tenho que enfrentar algum problema que cria tensões desagradáveis (familiares, profissionais, sociais), peço a Deus que não permita que a paixão, a ira, o ódio ou o rancor me privem do raciocínio lúcido.
− Guardo um silêncio prudente antes de corrigir, quando ferve a indignação? Falo só após ter transcorrido o tempo suficiente para que a  correção, embora firme, seja serena e faça o bem?
− Evito duas imprudências, muito comuns e perigosas: ser afoito, ou ser o eterno hesitante?
− Caio na falsa prudência dos medrosos, que não querem arriscar nada e, por isso, adiam tudo, fogem de compromissos (com Deus e com o próximo) e se apavoram diante de ideais grandes e generosos? Percebo que este é o caminho garantido para a mediocridade?
– Esqueço-me de que até as pessoas mais simples me podem sugerir ideias e soluções boas, em que eu não havia pensado? Tenho respeito pelas opiniões dos demais?
− Caio na insensatez de dizer, em matérias de religião e espiritualidade, “eu não preciso de direção espiritual”, ignorando que a auto direção costuma terminar no fracasso?
− A prudência do autêntico cristão deve levá-lo muitas vezes a renunciar com valentia a ambientes, situações e comportamentos que outros acham normais. Tenho a coragem de prescindir de certas amizades perigosas, de prazeres, brincadeiras e costumes (em matéria de sexo, de bebidas, de festas, de espetáculos…), que só me fazem mal e ofendem a Deus?
− Dou-me conta do sentido profundo desta frase de Cristo: Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro se, depois, perde a sua alma (Mt 16,26)? Quem é mais “prudente”,  aquele  que se arrisca a condenar levianamente a sua alma, ou o que não hesita em fazer os sacrifícios necessários para não perder Deus para sempre?
− Sou firme nas minhas decisões? Persevero no cumprimento das resoluções difíceis?  Depois de ter refletido e pedido luzes a Deus, empenho-me em levar as coisas até o fim, sem esmorecer nem recuar perante os obstáculos?

Conclusões (Procure tirar as suas conclusões e anotá-las)

sábado, 11 de janeiro de 2014

Jornal ECC - Janeiro de 2014

“NO ANO DA ESPERANÇA”
Publicado em: 07/11/2013 | Seção: Atualidades, Palavra do Pastor

Após vivermos o ANO DA FÉ, instituído pelo Papa Bento XVI e neste mês concluído pelo Santo Padre o Papa Francisco, estaremos em nossa Arquidiocese de Fortaleza dando continuidade ao triênio de preparação para a comemoração dos 100 anos de existência da Arquidiocese de Fortaleza, Igreja que deu origem às demais oito dioceses que existem no Ceará e fazem conjuntamente a Província Eclesiástica de Fortaleza.
Este segundo ano será para nós o ANO DA ESPERANÇA.
Juntamente com as virtudes da FÉ e da CARIDADE são as chamadas “virtudes teologais” – forças da graça divina que é dada por Deus aos que, crendo em Cristo são renascidos pelo banho batismal. Virtudes, pois são forças constitutivas da ação de Deus nas pessoas, teologais por sua origem e modo de ser divinos: são a atuação da própria vida divina concedida às pessoas humanas.
Assim encontramos no Catecismo da Igreja Católica (CIC) resumo condensado das doutrinas da Fé Católica: “1812As virtudes humanas se fundam nas virtudes teologais que adaptam as faculdades do homem para que possa participar da natureza divina. Pois as virtudes teologais se referem diretamente a Deus. Dispõem os cristãos a viver em relação com a Santíssima Trindade e têm a Deus Uno e Trino por origem, motivo e objeto. 1813 As virtudes teologais fundamentam, animam e caracterizam o agir moral do cristão. Informam e vivificam todas as virtudes morais. São infundidas por Deus na alma dos fiéis para torná-los capazes de agir como seus filhos e merecer a vida eterna. São o penhor da presença e da ação do Espírito Santo nas faculdades do ser humano. Há três virtudes teologais: a fé, a esperança e a caridade.”
Para aprofundarmos nosso conhecimento e vivência da vida em Cristo, a vida cristã, o Santo Padre Emérito, Bento XVI, deu à Igreja três grandes Cartas, uma sobre cada uma das virtudes teologais: “Deus Caritas est – Deus é Caridade” – sobre a virtude da Caridade; “Spe Salvi – Salvos pela Esperança” – sobre a virtude da Esperança.
A terceira grande Carta ele a fez juntamente com o Santo Padre Francisco, dando à Igreja um documento fruto de seus estudos e da comunhão dos pastores: “Lumen Fidei – A luz da Fé” – sobre a virtude da Fé.
Com estes ensinamentos fundamentais o Pastor maior da Igreja Católica, em seu ministério de confirmar os irmãos na fé cristã, apascentando o rebanho de Cristo em todo o mundo, quer propor a todos uma renovação fundamental da vida no encontro com Cristo e seu seguimento, bem como na missão que do Senhor todos os discípulos recebem.
“Pela fé, “o homem livremente se entrega todo a Deus. Por isso o fiel procura conhecer e fazer a vontade de Deus. “O justo viverá da fé” (Rm 1,17). A fé viva “age pela caridade” (Gl 5,6), (CIC 1814).
“A virtude da esperança responde à aspiração de felicidade colocada por Deus no coração de todo homem; assume as esperanças que inspiram as atividades dos homens; purifica-as, para ordená-las ao Reino dos Céus; protege contra o desânimo; dá alento em todo esmorecimento; dilata o coração na expectativa da bem-aventurança eterna. O impulso da esperança preserva do egoísmo e conduz à felicidade da caridade.(CIC 1818).
“O exercício de todas as virtudes é animado e inspirado pela caridade, que é o “vinculo da perfeição” (Cl 3,14); é a forma das virtudes, articulando-as e ordenando-as entre si; é fonte e termo de sua prática cristã. A caridade assegura e purifica nossa capacidade humana de amar, elevando-a à perfeição sobrenatural do amor divino.”(CIC 1827).
Vamos assim nos encaminhar para o segundo ano de preparação jubilar centenária da Arquidiocese de Fortaleza, nos passos orientados pelo Bom Pastor através de seus apóstolos na missão do Evangelho para todo o mundo. Vivamos o ANO DA ESPERANÇA.
Nossa própria celebração jubilar se propõe: ARQUIDIOCESE DE FORTALEZA – 100 ANOS: Nova Evangelização para novos tempos.
Assim o Papa Francisco enviou os jovens ao mundo inteiro, com as palavras de Jesus: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28,19). A todos nos tem enviado para as “periferias existenciais” para levar Jesus a quem dele tanto necessita.
Vamos, então, discípulos missionários do Senhor!
+ José Antonio Aparecido Tosi Marques


Arcebispo Metropolitano de Fortaleza
Homenagem à Equipe Dirigente 2013


ALMAS PERFUMADAS
Carlos Drummond de Andrade

Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta.
De sol quando acorda.
De flor quando ri.
Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda.
Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça.
Lambuzando o queixo de sorvete.
Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher.
O tempo é outro.
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.
Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.
De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.
Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.
Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo.
Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso.
Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.
Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra.
Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza.
Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria.
Recebendo um buquê de carinhos.
Abraçando um filhote de urso panda.
Tocando com os olhos os olhos da paz.
Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa.
Do brinquedo que a gente não largava.
Do acalanto que o silêncio canta.
De passeio no jardim.
Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração
que realmente nos move não passa só pelo corpo.
Corre em outras veias.
Pulsa em outro lugar.
Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está conosco, juntinho ao nosso lado.
E a gente ri grande que nem menino arteiro.
Tem gente como você que nem percebe como tem a alma Perfumada!
E que esse perfume é dom de Deus.


Esta é a forma de agradecer a equipe dirigente de 2013, com a alma e rosas perfumadas no amor de Deus.


DIA DE REIS


DIA DE REIS
O Dia de Reis é uma data especial celebrada pelos fiéis da religião Católica, e a data seria o momento em que Jesus Cristo, recém-nascido, recebe a visita dos três reis magos, no dia 6 de janeiro.
Em alguns países da Europa, como Portugal e Espanha, existem algumas tradições para essa data, como deixar sapatos na janela com capim dentro,  e no dia seguinte as crianças encontrariam doces no lugar do capim, simbolizando os presentes que os reis levaram para Jesus. Em Portugal o Bolo-Rei e muitos outros doces também são feitos especialmente para essa data.

Origem do Dia de Reis


O Dia de Reis surgiu quando os três reis magos, Belchior, Gaspar e Baltazar foram até onde Jesus nasceu para lhe levar presentes, e no século VIII a Igreja Católica converteu os reis magos em santos. Essa data também marca o encerramento da celebração do Natal, quando se retira todos os enfeites natalinos e se desarma o presépio.


Confraternização do ECC 2013





Espaço para o Casal Leitor 

Caros amigos, este espaço estará aberto a vocês que queiram participar conosco da
elaboração do nosso jornal nos enviando alguma mensagem, poesia, poemas entre
 outros. Para participar basta nos enviar a sua sugestão para os e-mails: 
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Equipe Dirigente 2014



Aniversariantes do Mês de Fevereiro


NOME DO CASAL
ENDEREÇO

ECC
D.C.
ANOS
BODAS
André e Amélia
R. do Caranguejo, 2598 – São Francisco
22º
08/02/2003
11
Aço
Arimateia e Clara
R. NS4,601 –Palmeirim –Caucaia (CE)
14º
10/02/1979
35
Coral
Assis e Mércia
R. Carlos Gondim,665 –Jardim Guanabara
26º
01/02/1986
28
Hematita
Aurenir e Evanilde
R. Cecil Salgado, 534 – Jd. Guanabara
9º
04/02/1992
22
Louça
Batista e Margarida
R. Rdo. Pinheiro Bastos, 351 – O. Oliveira
25º
26/02/1970
44
Carbonato
Cândido e Toinha
R. do Camarão, 76 – São Francisco
9º
24/02/1979
35
Coral
Cícero e Aparecida
Dom Aluísio, 139 – Antº Bezerra.
22º
19/02/1992
22
Louça
Dede e Valda
R. George Cavalcante , 973 – Jd. Guanabara
25º
03/02/1985
29
Erva
Eliezer e Amparo
R. Luiz Costa Filho , 352 – Cidade Oeste
20º
22/02/1986
28
Hematita
Francisco e Auxiliadora
Av. Mozart P. Lucena, 3347  São Francisco.
26º
07/02/1987
27
Crisopázio
Francisco e Zefinha
R. 01, 169 – Omega II – Quintino Cunha
15º
26/02/1978
36
Cedro
Idemberg e Marcileide
R. Cecil Salgado, 109 – Quintino Cunha
17º
22/02/1984
30
Pérola
Jorge e Kerbene
R. Creuza Rocha, 300 – Jd. Guanabara
21º
19/02/2000
14
Marfim
Júnior e Iranir
R. Luiz Costa Filho , 189 – Cidade Oeste
28º
03/02/1985
29
Erva
Mendonça e Jeane
R. Sulamita Portela, 170 – Q. Cunha.
23º
13/02/1982
32
Pinho
Neto e Neta
R. Maria Clara, 1177 – Q. Cunha
19º
01/02/1995
19
Água-marinha
Sérgio e Elita
R. dos Pescadores, 148 – São Francisco
29º
27/02/1993
21
Zircão

“O que Deus uniu o homem não separe”.
Que o amor de Deus alimente sempre a vida matrimonial do casal.

Parabéns a todos!!!!

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