domingo, 9 de outubro de 2011

XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM




Pe. Francisco IVO, CM 

XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Domingo, 09 de outubro de 2011

(VERDE, GLÓRIA, CREIO – IV SEMANA DO SALTÉRIO)

Irmãos e irmãs, neste vigésimo oitavo domingo do Tempo Comum, na primeira leitura do Livro do Profeta Isaías, ouvimos que o Senhor Deus eliminará para sempre a morte e enxugará com a desonra do seu povo em toda a terra. Este é o nosso Deus, esperemos nele, até que nos salve; este é o Senhor, nele confiemos hoje e sempre; vamos nos alegrar e exultar por nos ter salvo: a sua mão é poderosa e age em nossas vidas eficazmente.
Com o Salmista nós cantamos o Senhor que é pastor que nos conduz; não nos faltará coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes da vida ele nos leva a descansar. Para as águas repousantes ele nos encaminha, e restaura as nossas forças, quando somos oprimidos pelo peso da vida humana, na aridez de nosso deserto espiritual. Ele nos guia por caminhos seguros, pela honra do seu nome; mesmo que nós passemos pelo vale tenebroso da vida humana, peregrinando neste universo sensível e material, nenhum mal devemos temer; pois o Senhor está conosco com braço forte para nos dar segurança. Ele de fato, prepara à nossa frente uma mesa, bem à vista de todos, e com o óleo do Espírito Santo, ele unge nossas cabeças e corações; faz transbordar o nosso cálice da abundância de seu amor.
Na leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses, ouvimos que devemos aprender a viver na miséria e na abundância; aprender, com o Apóstolo, o segredo de viver em toda e qualquer situação, estando farto ou passando fome, tendo de sobra ou sofrendo necessidades. Tudo nós podemos naquele que nos dá força. No entanto, nosso Deus proverá esplendidamente com sua riqueza a todas as nossas necessidades, em Cristo Jesus. Por isto, glorifiquemos seu santo nome para sempre.
No Evangelho Mateus apresenta Jesus voltando a falar em parábolas aos Sumos Sacerdotes e aos Anciãos, ensinando que o Reino dos Céus é como a história do rei que preparou a festa de casamento do seu filho; ficando indignado com os convidados, mandou suas tropas para matar aqueles assassinos e incendiar a cidade deles; e disse: “A festa de casamento está pronta, mas os convidados não foram dignos dela. Portanto, ide até às encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes”. Não sejamos como esses convidados, indignos do grande banquete dos céus, pois a justiça divina é eficaz, sempre. Não confundamos a misericórdia divina com ausência de justiça ou com presença de fraqueza da parte de Deus: sua misericórdia é justa, sua justiça é misericordiosa; porém, não brinquemos com seu amor: deixemo-nos guiar pelo Senhor, através de seus santos caminhos do Espírito.
No próximo dia doze, celebraremos a Solenidade de Nossa Mãe e Padroeira Aparecida; preparemo-nos bem para esta Solenidade, procurando fazer, em família, algum tipo de devoção mariana, mesmo que seja a recitação de uma Ave-Maria antes de dormir. Maria de Nazaré recebeu de Deus o dom de ser sua humana Mãe de seu divino filho, para que ele pudesse ser nosso divino irmão a fim de também nos tornarmos filhos do Divino Pai Eterno.
Que o bom Deus nos abençoe, nos guarde e nos conduza a vida Eterna. Amém.
Uma ótima semana a todos!

Pe. Francisco Ivo
Paróquia São Pedro e São Paulo

domingo, 25 de setembro de 2011

Reflexão sobre O Pai Nosso

1.    Como se aprende a rezar

Temos necessidade de aprender a rezar?

Sim, temos de aprender a andar, a falar, a ler, a escrever, também temos que aprender a rezar. O homem não saberia nada se nada lhe fosse ensinado.

 

E quem nos ensina a rezar?

O próprio Nosso Senhor o fez; nossas mães devem faze-lo desde que nascemos  e os catequistas nos darão lições mais tarde.

O que  podem fazer nossas mães e os catequistas para nos ensinarem a rezar?

Eles nos fazem conhecer a Deus, nos ensinam a lhe falar com respeito, com gratidão, com amor: nos fazem dizer e repetir as formulas das orações. É assim que se ensina a rezar.

 

E como fez Nosso Senhor?

Um dia seus Apóstolos lhe disseram: Senhor ensine-nos a rezar; nesse dia mesmo Jesus os ensinou o Pai Nosso, a mais bela das orações.

 

Nosso Senhor  nos ensina somente a formula da oração?

Nosso Senhor pela graça excita em nossos corações o santo desejo de rezar, e nos anima interiormente a rezar bem, o que os homens não sabem fazer.

2. Pequeno estudo do Pai Nosso

 

O que Nosso Senhor nos ensina no Pai Nosso?

Nosso Senhor nos ensina o que precisamos desejar e pedir a Deus. Tudo encerrado em sete pedidos.

 

Como se dividem esses sete pedidos?

São três que se relacionam diretamente a Deus, e quatro que são mais expressamente relativos a nossos interesses.

 

O que lhe pedimos nos três primeiros pedidos?

Pedimos:
1o que seu nome seja glorificado,
2o que o seu reino venha a nós,
3o que sua vontade seja feita.

 

O que pedimos a Deus nos quatro últimos pedidos?

Pedimos:
1o nosso pão de cada dia,
2o o perdão dos nossos pecados,
3o a vitória sobre as tentações,
4o que os livre de todo mal.

 

E isso é tudo que devemos desejar?

Sim, Nosso Senhor não esqueceu de nada, e todo homem que regrar seus desejos pelo Pai Nosso alcançara a felicidade eterna.
 
3. O Pai Nosso: os três primeiros pedidos

 

Explique os três primeiros pedidos do Pai Nosso?

Pedimos tudo que possa ser maior e melhor para a gloria de Deus e para nossa salvação.

Mostre-nos o que se refere à gloria de Deus?

Que o nome de Deus seja conhecido e glorificado como santo, que seu reino se estenda em nossas almas, e nos leve ao céu, que Deus seja obedecido por todos os homens tornados seus filhos; essa é a gloria que devemos desejar a Deus e que o fazemos quando dizemos o Pai Nosso com devoção.

 

Mostre-nos quanto a nossa salvação?

Pedimos também nesses pedidos a graça da fé, da esperança e da caridade; da fé que nos faz conhecer e revelar o nome de Deus, da esperança que nos faz desejar e obter seu reino e enfim da caridade que nos faz abraçar a sua vontade e obedecer a sua lei.

 

Tem algum modo de nos ajudar a rezar bem esses três pedidos?

Aqui está um pode ser útil a muita gente: no primeiro pedido lembrar nosso batismo, no segundo nossa crisma, e no terceiro os dez mandamentos.

 

Como assim?

O primeiro pedido terá como sentido que o nome de Deus seja santificado pela graça de nosso batismo que pedimos para nos conservar e que ele seja dado a todos os infiéis; no segundo que a graça de nossa crisma nos fortifique na Igreja que é o reino de Deus na terra e nos leve para o céu; no terceiro que a graça nos faça obedecer sempre aos dez mandamentos.

4. O Pai Nosso: os quatro últimos pedidos

Como se deve entender os quatro últimos pedidos?
Como a expressão exata de nossas necessidades, tanto para o corpo quanto para a alma.

Qual a ordem dos quatro pedidos em relação aos três primeiros?
Os quatro pedidos tem por fim nos por num estado para obter o que contêm os três primeiros: os primeiros visam por assim dizer a vida eterna, e os quatro outros tudo o que devemos ter na vida presente para alcançarmos a vida eterna.

 

Haverá algum modo de ensinar a fazer bem esses quatro pedidos?

Um modo útil é relacionar-los aos sacramentos como nos dois primeiros pedidos.

A que sacramentos relacionaríamos o quarto pedido?

Aos dois sacramentos da Ordem e da Eucaristia. Pedindo a Deus o pão de nossos corpos, pediríamos ao mesmo tempo o de nossas almas, a Eucaristia, e ao mesmo tempo também pediríamos a Deus para nos dar padres, padres santos que guardem entre nós a Eucaristia.

 

E ao quinto pedido?

Como pedimos o perdão dos pecados, o relacionamos ao sacramento da Penitência, implorando ao Pai celeste a graça de confessarmos sempre bem, sobretudo na hora da morte.

 

E o sexto pedido?

Teríamos no espírito o sacramento do Matrimonio, pedindo a Deus que ele seja sempre recebido e tratado santamente segundo a vontade de Deus; pois muitas vezes se toma esse estado para procurar ocasiões de tentação, o que é a ruína das almas e das famílias.

E ao sétimo pedido?
Relacionaríamos ao salutar pensamento da Extrema Unção que nos será dada na hora da morte quando mais precisamos desejar nos livrar do mal.

5. O Pai Nosso e Santa Teresa d’Ávila

 

Porque citar Santa Teresa?

Precisamente porque ela tem um método próprio de rezar o Pai Nosso, e talvez ganhemos em o conhecer.

 

Então diga-o

Santa Teresa ligava os sete pedidos do Pai Nosso aos títulos de Deus dados por nosso amor.

 

Quais esses títulos para os três primeiros pedidos?

No primeiro pedido ela o honra especialmente como seu Pai; no segundo o adora como seu Rei; no terceiro o ama como seu Esposo.

 

E como reza nos outros pedidos?

No quarto, onde se pede o pão de cada dia, reconhece Jesus como seu Pastor; no quinto como seu Redentor; no sexto como seu Medico; e no sétimo como seu Juiz.

Será possível para nós rezar como Santa Teresa?

Não podemos nos comparar a uma tão grande alma; mas instruídos por seu exemplo e suas lições, peçamos humildemente a Deus para nos dar a graça de avançarmos na compreensão do Pai Nosso, e para o rezarmos melhor.

Ave Maria
 
1. A Ave Maria

 

Porque dizemos a Ave Maria depois do Pai Nosso?

Tendo Nosso Senhor nos dado Maria por Mãe, lhe oferecemos a saudação da Ave Maria depois do Pai Nosso como para obedecer o mandamento de honrar nosso Pai e nossa Mãe.

Então estando assim junto com o Pai Nosso, a Saudação angélica é uma oração excelente?
Sem duvida, pois foi, na sua maior parte, composta com palavras inspiradas pelo próprio Deus.

 

Quais são?

As do anjo Gabriel e as de santa Isabel.

 

Quais são as palavras do Anjo?

O anjo disse a Maria: Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre todas as mulheres, quer dizer: a mais abençoada de todas as mulheres.

 

Quais são as de santa Isabel?

Retomando as ultimas palavras do anjo e acrescentando um novo elogio, santa Isabel disse: Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto de vosso ventre. Essa é a primeira parte da Ave Maria, à qual acrescentamos o pedido: Santa Maria, etc.

2. Explicação da Ave Maria

 

O que encontramos nas duas partes da Ave Maria?

Encontramos o elogio de Maria e a confissão de nossa indigência.

 

E porque começamos pelo elogio de Maria?

Para reconhecer nela os bens que ela recebeu de Deus.

Quais são esses bens?

São eles: a plenitude de graça que a tornou querida de Deus acima dos Anjos e Santos: sua união com Deus que a conservou ao abrigo de todo pecado, sua maternidade divina que a elevou-a incomparavelmente acima de todas as mulheres, e por fim a honra que lhe é atribuída no cel e na terra por ser a Mãe de nosso Salvador Jesus.

 

Com que sentimentos é preciso dizer essa primeira parte da Ave Maria?

Com grande gratidão para com Deus que tanto deu a Santíssima Virgem, e com grande alegria ao felicita-la por tanta graça e gloria com que ela foi cumulada por Deus.

3. Continuação da explicação da Ave Maria

 

O que encontramos na segunda parte da Ave Maria?

A continuação, ou melhor o resumo das grandezas de Maria e a confissão de nossa indigência e de nossa necessidades.

E porque reunir esses dois pensamentos?

É afim de atrair para a nossa indigência as misericordiosas ternuras da melhor das mães.

 

O que pedimos então à Santíssima Virgem?

Que ela que é a própria inocência e pureza, reze por nós; que interceda por nós que somos pecadores e temos tanta necessidade de socorro.

Porque dizemos agora?

Porque não há um só instante de nossa vida em que não tenhamos necessidade da graça de Deus e da intercessão de sua santa Mãe.

E porque acrescentamos “ e na hora de nossa morte”?

Porque esse momento será para nós particularmente temível: estaremos em instantes do julgamento que fixará nossa sorte na eternidade, e é bom nos assegurar a intercessão da Santíssima Virgem para essa hora solene entre todas.

4. Como devemos dizer a Ave Maria

 

Quais são as disposições necessárias para dizermos bem a Ave Maria?

As mesmas que para o Pai Nosso, a saber: a Fé, a Esperança e a Caridade.

Como a Fé nos ensina a dizer a Ave Maria?

A Fé nos revela as grandezas da Santíssima Virgem, sua incomparável graça, sua virgindade mais do que angélica, sua maternidade divina e assim nos ensina um profundo respeito.

 

Qual o socorro que nos dá a Esperança para dizermos a Ave Maria?

Nos mostra a santa Mãe de Deus como uma Mãe cheia de bondade para conosco e por isso nos inspira a maior confiança em sua maternal intercessão.

E como nos socorre a caridade?
A caridade com a qual a Santíssima Virgem nos ama é uma eloqüente lição para nos ensinar a amar a Santa Mãe de Deus. Se amamos a Maria, nossa oração será melhor acolhida por seu coração que ama tão ternamente.
Com que disposições devemos recitar a Ave Maria?
Com humildade e contrição: a humildade nos fará reconhecer nossos pecados, e a contrição nos porá no estado de receber o perdão.

5. Os obstáculos à prece a Santíssima Virgem

Porque tantas pobres almas não rezam à Santíssima Virgem?
Muitas vezes por causa da ignorância e outras tantas talvez por orgulho ou ciúme.
Como a ignorância  impede de rezar à Maria.
Quando não se sabe o quanto precisamos de seu socorro, o quanto ela nos ama e o quanto é poderosa para nos ajudar.

Mas qual pode ser o papel do orgulho?
Muitas vezes ele persuade  certas almas de que basta se dirigir a Deus e que será diminuir-se se dirigir a uma criatura, ainda que ela seja a Santíssima Mãe de Deus.

E quanto ao ciúme?
É triste dizer, mas existem almas que imitando Satã, persuadidas de seu próprio mérito, têm ciúmes das grandezas da Santíssima Mãe de Deus, e por conseqüência não rezam para ela, ou rezam de ma vontade.

Qual o remédio para tais males?
Já dissemos: a humildade e a contrição: com essas duas disposições diremos bem a Ave Maria e também nossa invocação:

XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM


Pe. Francisco IVO, CM 

XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM 

Dia 25 de setembro de 2011

(VERDE, GLÓRIA, CREIO – II SEMANA DO SALTÉRIO)


Irmãos e irmãs, neste vigésimo sexto domingo do Tempo Comum, na primeira leitura da Profecia de Ezequiel, o Senhor nos questiona: É a minha conduta que não  é correta, ou antes, é a vossa conduta que não é correta? Quando um justo se desvia da justiça, pratica o mal e morre, é por causa do mal praticado que ele morre. De fato, o mal praticado não mata somente ao físico, mas o mata espiritualmente. O espírito humano é imortal, porém quando se afasta de Deus, fonte da vida, o espírito entra naquele estado de morte espiritual, ou seja, morte eterna: condição existencial daquelas almas condenadas eternamente à condição espiritual que elas escolheram durante sua permanência no universo sensível da matéria corpórea. Pelo contrário, quando um ímpio se arrepende da sua maldade e observa o direito e a justiça, conserva a própria vida, ou seja, readquire a vida que estava por perder: arrependendo-se de todos os seus pecados, com certeza viverá; não morrerá.
Irmãos, com o Salmista nós invocamos o Senhor; ele nos mostra seus caminhos, e nos faz conhecer a sua estrada. Que sua verdade nos oriente e nos conduza, porque é  o Deus de nossa salvação; nele esperamos, todos os dias de nossas vidas: ele é o nosso Senhor. O Senhor se recorda de sua ternura para conosco e de sua compaixão para com cada um de nós, apesar de sermos pecadores: seu Amor é eterno! Ele não se recorda dos nossos pecados, nem se lembra de nossas faltas e delitos cometidos contra sua bondade infinita. Ele se lembra de cada um de nós porque é misericordioso e bondoso sem limites; mesmo quando nós nos esquecemos dele. Ele não se esquece de nós. Irmãos, o Senhor é piedoso e reto; reconduz ao bom caminho os pecadores. Ele dirige os humildes na justiça; e aos pobres ele ensina o seu caminho.
Irmãos, na leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses, aprendemos que se existe consolação na vida em Cristo, se existe alento no mútuo amor, se existe comunhão no Espírito, se existe ternura e compaixão nossa alegria é completa: aspiremos, pois, às mesmas coisas, unidos no mesmo Amor derramado sobre nós no dia de nosso Batismo; vivamos em harmonia, procurando a unidade, no Nome do Senhor. O mundo vai reconhecer que somos seus discípulos à medida que nos amamos reciprocamente. Nada façamos por competição ou vanglória, mas, com humildade, cada um de nós julgue que o outro é mais importante, e não cuide somente do que é seu, mas também do que é do outro. Tenhamos entre nós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus.
No Evangelho segundo Mateus, Jesus nos ensina que os cobradores de impostos e as prostitutas nos precederão no Reino de Deus, se eles crerem na sua Palavra; nós, mesmo recebendo semanalmente o pão da palavra e o pão da eucaristia, muitas vezes não nos arrependemos para crer no seu Amor. Nesta Liturgia Dominical somos convidados a viver a fé que professamos; através de obras boas de piedade e caridade tornamos presente o Reino de Deus em nosso meio. Portanto, queridos irmãos, não basta freqüentarmos a Igreja para dizer que somos cristãos. O mundo e a sociedade são campo onde o Pai nos pede hoje um compromisso com a justiça do Reino. E não há como ficar em cima do muro. Peçamos ao Bom Deus que de forma especial neste mês de Setembro sua Palavra não passe por nós sem tocar nossos corações de pedra, a fim de fazê-los semelhantes ao vosso.
JESUS  MANSO E HUMILDE DE CORAÇÃO: FAZEI NOSSOS CORAÇÕES SEMELHANTES AO VOSSO.
Uma ótima semana a todos!

Pe. Francisco Ivo
Paróquia São Pedro e São Paulo

domingo, 11 de setembro de 2011

Informativo de Setembro de 2011




O ENCONTRO DE CASAIS COM CRISTO da Paróquia São Pedro e São Paulo realizou no dia 13/08/2011 uma Festa dançante para os Casais de toda a comunidade, jamais ocorrida em toda sua história. Um evento que contou com a participação do Dj Danny Kelton, que tocou músicas dos anos 60, 70, 80 e 90, onde todos puderam dançar muito. Teve também a presença do sósia de Michael
Jackson, Gleydson Jackson que abrilhantou ainda mais a festa dançando e cantando os grandes sucessos do rei do
Pop Internacional.
Sobraram elogios daqueles que tiveram a oportunidade de participar do evento, que contou também com a presença marcante de nosso Diretor Espiritual Padre Marcos que ficou até o final da festa.
O Evento foi realizado em prol do 27° ECC, que ocorrerá em outubro próximo, sendo que o balancete financeiro será relatado no Encontrão de setembro.
Só temos é agradecer primeiro a Deus por mais um vitória do ECC, e a todos os patrocinadores, aos casais que trabalharam direta e indiretamente na festa.

      
   


Mês da Bíblia.


Setembro é o mês da Bíblia. Este mês foi escolhido pela Igreja porque no dia 30 de setembro e dia de São Jerônimo (ele nasceu. No ano de 340 e faleceu em 420 dC). São Jerônimo foi um bíblísta e foi ele quem traduziu a Bíblia dos originais (hebraico e grego) para o latim, que naquela época era a língua falada no mundo e usada na liturgia da Igreja.

A Bíblia é hoje o único livro que está traduzido em praticamente todas as línguas do mundo e que está em quase todas as casas. Serve de "alimento espiritual" para a Igreja e para as pessoas e ajuda o povo de Deus na sua caminhada  em busca de construir um mundo melhor.
"Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para argumentar, para corrigir, para educar conforme a justiça" (2Tm 3,16). A Bíblia foi escrita por pessoas chamadas e escolhidas por Deus e que foram inspiradas através do Espírito Santo. Ela revela o projeto de Deus para o mundo; serve para que todos possamos crescer na fé e levar uma vida de acordo com o projeto de Deus. Por isso, ela é a grande "Carta de Amor" de Deus à Humanidade.
Na Bíblia encontramos textos para as diversas situações da vida. Ela ajuda a fortalecer a nossa fé: é útil na nossa formação, nos momentos de crises e dificuldades, na dor, na doença ou na alegria... Para todas as realidades encontramos textos apropriados.
Todos podem e deveram ler estudar e conhecer a Palavra de Deus. É certo que na Bíblia encontramos alguns textos difíceis. Certas passagens foram escritas dentro de uma realidade diferente da nossa. Precisam ser interpretadas e atualizadas. Por isso, quando não entendemos um texto, é melhor passar adiante, buscar outra passagem. O Pe. Zezinho nos ensina cantando: "Dai-me a palavra certa, na hora certa do jeito certo e pra pessoa certa". É recomendável fazer um curso, uma Escola Bíblica ou  estudar em grupos. Tudo isso ajuda a entender melhor a Bíblia.
Na verdade, todo mês devia ser Mês da Bíblia; todo dia devia ser Dia da Bíblia. Por isso, a Bíblia não pode ser apenas um ornamento em nossa casa. A Palavra de Deus deve ser o nosso alimento de cada dia e buscar nela o
sustento para a nossa vida.


"Tua Palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho!" (Salmo 119, 105)

sábado, 27 de agosto de 2011

22º Domingo Comum (28.08.11)


Homilia do 22º Domingo Comum (28.08.11)

Pe. Luiz Carlos de Oliveira, Redentorista
“Seduziste-me, Senhor!”
Ansioso vos busco.
O profeta Jeremias é uma das expressões do Servo Sofredor que luta para libertar o povo do grande pecado que é firmar-se somente nas estruturas visíveis. Jeremias sofre por isso, pois está cansado em bater de frente com as autoridades e o próprio povo. Deus manda que tenha coragem, pois fez dele um muro de bronze… pois, lutarão contra ti (Jr 1,18). O templo, que era lugar do encontro com Deus e estímulo a uma vida de fidelidade, tornou-se um objeto somente de exterioridade, como um amuleto supersticioso. Jeremias ataca esse culto idolátrico (i.é usar Deus) das autoridades e do povo. O profeta conhece a vontade divina e a ela se entrega como quem se deixa possuir. A Palavra de Deus era um fogo que estava dentro dele com uma força que ele não conseguia reprimir. Este zelo por Deus e pela fé o faz continuar fiel na perseguição, nos sofrimentos e nas fragilidades. Não arreda o pé. A experiência de Jeremias é explicitada pelo salmo. Assim acontece quando há uma opção clara por Deus que se torna a fonte da vida e a meta de tudo o que se faz: “Deus, desde a aurora, ansioso vos busco. Minha alma tem sede de vós, minha carne também vos deseja, como terra sedenta e sem água” (Sl 82). É o momento de analisarmos nossa opção de fé. Temos dois tipos de religião cristã: O que faz coisas espirituais boas, e o que vive em Deus. Sem essa busca enlouquecida de Deus, jamais, poderemos fazer da Palavra fonte de vida; dos sacramentos um encontro com Deus; da oração um diálogo com Deus, e do amor a razão da vida. Não existe uma fé sem Deus. Então nós fazemos como os contemporâneos de Jeremias tendo uma religião baseada numa tradição ou em ideologias. Defendemos princípios, mas não temos dentro de nós um fogo que nos consome que é o próprio Deus.

Tome sua cruz
Deixar-se seduzir por Deus tem como resposta a cruz de Cristo. Chamamos a cruz de sinal do cristão. Jesus começa a catequese mais aprofundada dos discípulos dizendo que sua morte é parte de sua missão. Pedro quer tirá-lo do caminho e recebe a reprimenda como dirigida a uma atitude de quem atrapalha o caminho de Jesus. Jesus tem em mente sua missão de Servo sofredor e Pedro a visão do Messias glorioso. O fundamental para esse encontro com Deus em Cristo que leva a cruz é a abnegação. Não é perder-se, mas buscar o tudo. Ganhando a alma, ganhamos tudo. Perdendo a alma, perdemos tudo. Toda a fortuna do mundo não vale a conquista do próprio coração, da própria vida. Ganhar a alma é ter a conduta de quem descobriu o verdadeiro valor da vida, o Reino. Não ficamos sozinhos, pois rezamos: “Minha alma se agarra em vós; com poder vossa mão me sustenta” (Sl 62).

Culto Espiritual
Pela vida em Cristo e no Espírito podemos ser um sacrifício espiritual. O sacrifício espiritual acontece em nosso corpo, por isso Paulo diz: “Exorto a vos oferecerdes como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus: este é o vosso culto espiritual”(Rm 12,1). O culto cristão é em primeiro lugar e fundamentalmente no interior. Sem esse o culto público perde seu conteúdo. As atitudes fundadas no Espírito de Jesus são as oferendas. Por isso Paulo insiste: “Não vos conformeis com o mundo… mas transformai-vos renovando vossa maneira de pensar… distinguindo qual é a vontade de Deus” (2). O que vemos é as pessoas conformarem a fé à mentalidade do mundo. Se tivermos a sedução de Deus, vencemos.

Leituras:
Jeremias 20,7-9;Salmo 62; Romanos 12,1-2; Mateus 1,21-27

Homilia do 22º Domingo Comum (28.08.11)
1. Jeremias é uma das expressões do Servo Sofredor que luta para libertar o povo do mal. Reconhece a vontade divina e a ela se entrega. A Palavra de Deus é um fogo que está dentro de seus ossos. A fé o faz fiel a Deus e não recua. Tem a opção clara por Deus. É preciso a busca por Deus. Não há fé sem Deus. Não pode ser baseada em tradições e ideologias.
2. Deixar-se seduzir é assumir a Cruz como fruto da abnegação que dá a Deus o valor fundamental. Perder a alma é perder tudo. Ganhar significa ter a conduta de quem descobriu o verdadeiro valor da vida, o Reino.
3. Pela vida em Cristo e no Espírito podemos ser um sacrifício espiritual que acontece em nosso corpo. O culto cristão se faz primeiro no interior. As atitudes fundadas no Espírito são as oferendas. A meta é não se conformar com o mundo, mas transformar-se renovando o modo de pensar. Se tivermos a sedução de Deus, vencemos.

Saco vazio não para em pé.
Jesus, na palavra de hoje, ensina o sentido da vida: Deixar tudo para ter tudo. Os bens materiais são um nada. Vemos tantos grandões, endinheirados e poderosos deitados no caixão. Não levam nada! Nadinha de tudo. Nem reclamam.
Os que escolhem Jesus perdem muitas coisas, mas ganham o Tudo. É preciso manter esta escolha que deve ser total. Só assim será consistente.
O profeta Jeremias era um fraco, dizem que era medroso. Para mim, ele era um sofredor forte que tirava sua resistência na escolha que fez de ser de Deus. Isso não o deixava fracassar, mesmo quando bonita demais: Disse comigo: “Não quero mais me lembrar disso, nem falar mais em nome Dele”. Senti, então, dentro de mim um fogo ardente a penetrar-me o corpo todo”.
Sem esse Deus dentro de nós, não paramos em pé. Saco vazio não para em pé. Cheio das maldades do mundo. Não dobra.

Pe. Luiz Carlos de Oliveira, Redentorista


Uma ótima semana a todos!







Postado pelo:
Pe. Francisco Ivo

Paróquia São Pedro e São Paulo

segunda-feira, 22 de agosto de 2011


Homilia da Assunção de Maria (21.08.11)

Pe. Luiz Carlos de Oliveira, Redentorista

“O Senhor fez em mim maravilhas”
Em união a Cristo

“Na festa da Assunção, a Igreja faz memória específica da total assimilação da Mãe de Deus a seu Filho, a partir da Ressurreição e Glorificação do Filho, na glorificação da pessoa – a alma e corpo – daquela que por primeira, esperança nossa, foi assumida depois de seu Filho na Glória divina” (T.Frederici). Cristo tomou a carne humana do seio de Maria e esteve, assim, unido intimamente a Ela. Com razão é chamada Mãe de Deus, pois Ele é Deus. Maria, por ter unido a si o Filho, esteve intimamente unida a Ele desde o primeiro instante de Sua Encarnação. Toda a vida de Maria está unida a Cristo pela assimilação total da Mãe de Deus a Seu Filho. Esta assimilação se dá também em sua Ressurreição e Glorificação. Por isso é glorificada. O fundamento da Assunção de Maria está nos méritos de Cristo em cuja previsão foi Imaculada e por cuja Glorificação foi levada ao Céu de Corpo e Alma. O sentido da festa da Assunção está ligado à Ressurreição de Cristo. Vencendo a morte, a Assunção de Maria dá-nos a certeza que Cristo venceu a morte não só para si mas para todos os homens. A Ressurreição de Cristo é garantia para a nossa ressurreição. A Assunção dá a certeza desta ressurreição, pois uma de nós, já a conquistou.

Eis a serva do Senhor
Maria, ao tomar conhecimento das grandezas que Deus lhe concedeu, reconhece o Criador e sua pequenez diante Dele. Ela não é humilhada pela grandeza de Deus, mas o reconhece como todo poderoso e misericordioso para com todos. A bondade misericordiosa que teve para com ela é em favor de todos. Jesus diz: “Sede misericordiosos, como vosso Pai celeste é misericordioso” (Lc 6,36). Somos chamados a tomar conhecimento das grandezas que a graça de Cristo operou em nós. Somos chamados a dizer: ‘Minha alma glorifica o Senhor porque olhou para nossa humildade e nos colocou a serviço do Reino’. Podemos, com Maria, reverter o quadro do sofrimento do povo passando de uma religião intimista e individualista para uma fé transformante das estruturas do mundo pervertido pelo mal. É este mesmo mal que quebrou a mulher-Eva no Paraíso e é quebrado ao meio pela Mulher -Maria que não mordeu o fruto do pecado mas sim colheu o fruto da árvore da Vida, Jesus. Na Glória, Maria continua a Serva do Senhor em favor de todo o povo, como suplica em Caná: “Eles não em mais vinho!”. Continua atenta à perseguição que fazem aos filhos que, na realidade, é a seu Filho. Ela, perseguida pelo dragão, é símbolo da Igreja perseguida no mundo de hoje por tantos dragões. Mas este verão o seu fim. O mal será enfim vencido.

Participando de sua glória
No salmo temos a figura da rainha que é levada ao rei acompanhada das amigas. Estas representam a comunidade que está com ela. O Rei se encantou com sua beleza (Sl 44,12). Participar da glória de Maria é ser irmão de seus filhos. Quem retira Maria da vida da Igreja, retira-se dos irmãos, como podemos contemplar no panorama de tantos que ferem o coração do povo acolhedor brasileiro que não foi feito para a malquerença. Implantada a morte do pecado, nós a vencemos com Cristo, como Maria venceu. A festa da Assunção de Maria é a festa da Igreja que nela se vê vitoriosa, como rezamos: “Aurora e esplendor a Igreja triunfante, ela é consolo e esperança para o povo ainda em caminho” (Prefácio). Em cada celebração rezamos com a gloriosa a Mãe de Deus e nossa Mãe. Ela continua dando Jesus.

Leituras:Apocalipse 1,19,a;12,1.3-6ª.10ab;Salmo 44; Coríntios 15,20-27ª; Lucas 1,39-56:

Homilia da Solenidade da Assunção de Maria (21.08.11)
1. A Mãe de Deus é assimilada ao Filho na Ressurreição e na glorificação. Como uniu a si seu Filho na Encarnação é assumida por Ele na Glorificação. Pelos méritos de Cristo é Imaculada e por sua Glorificação é glorificada. A Assunção de Maria é certeza que Deus dará a ressurreição a todos.
2. Maria reconhece o poder de Deus e sua pequenez diante dele. Somos também enriquecidos de tantas graças. E por elas nos colocamos a serviço do povo de Deus para uma mudança de situação. A Mãe perseguida salva o Filho e os filhos.
3. A comunidade está com ela. Participar da glória de Maria é ser irmão de seus filhos. Não se pode tirar Maria da Fé. O brasileiro não ama malquerença na fé. Vencemos com Cristo, como Maria venceu.

Pisando em cobra
Na imagem da Imaculada Conceição e Nossa Senhora das Graças, Maria está pisando uma cobra. É uma lição. Para mim, cobra, nem pintada. Mas esta nós temos que enfrentar. A cobra simboliza a tentação que pode destruir a vida de Deus em nós. Eva foi tentada no Paraíso e caiu. Maria (a mulher do Apocalipse) é perseguida pelo Dragão e vence e salvando seu Filho e nós que também somos seus filhos.
Celebrar a Assunção de Maria ao Céu é reconhecer o que ela própria reconhece: a grandeza de Deus que salva. Essa salvação é receber de Deus o imenso dom de sua misericórdia.
A grande misericórdia de Deus para com Maria, livrando-a de todo o pecado, em vista dos méritos de Cristo em sua Paixão, é levar sua ressurreição à sua plena realização: levá-la ao Céu de corpo e alma já na sua morte.
A Assunção de Maria não é privilégio só dela. Jesus indo para o Céu na Ascensão levou consigo nossa natureza humana. É natureza marcada pela Divindade. O corpo de Maria, que faz parte de nossa humanidade pecadora, levou consigo para o Céu a natureza humana recuperada pela graça da Redenção que ela recebeu de modo admirável ao ser concebida.

Pe. Luiz Carlos de Oliveira, Redentorista
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