sábado, 3 de maio de 2014

Jornal Abril de 2014

Semana Santa


     

 

A Semana Santa é um período religioso do Cristianismo e do Judaísmo que celebra a subida de Jesus Cristo ao Monte das Oliveiras, a sua crucificação e a sua ressurreição. No século IV, algumas comunidades cristãs passaram a vivenciar a paixão, a morte e a ressurreição, o que exigia três dias de celebração, consagrados à lembrança dos últimos dias da vida terrena de Cristo. Jerusalém, por ter sido o local desses acontecimentos, é que deu início a essa tradição seguida pelas demais igrejas. Assim a sexta-feira comemora especialmente a morte de Jesus Cristo, o sábado era o dia de luto e o domingo era a festa da ressurreição.
A primeira celebração da Semana Santa foi em 1.682 pelos cristãos. Ela é uma das conclusões do Concílio de Nicéia, regido pelo Papa Silvestre I e patrocinado pelo imperador Constantino, em 325 D.C., que determinou a doutrina da Igreja Católica, transformada em religião oficial do Império Romano. Desde então, festejam-se em oito dias a paixão, morte e ressurreição de Cristo. Um decreto papal estabeleceu o Domingo da Ressurreição como a data mais importante do ano eclesiástico. Ele é celebrado sempre no domingo seguinte à primeira lua cheia da primavera no Hemisfério Norte e do outono no Hemisfério Sul.

Mensagem do Papa Francisco



“
Francisco destacou que Deus é o primeiro a cumprir o mandamento do amor: “Ele ama, não sabe fazer outra coisa”
“Deus ama, não sabe fazer outra coisa.” Foi o que destacou o Papa Francisco, na Missa na Casa Santa Marta. Ele enfatizou que Deus sempre espera pelo homem e o perdoa, pois é o Senhor da misericórdia, que faz festa quando o ser humano volta para Ele. A homilia do Papa desenvolveu-se a partir do Livro do Profeta Oseias. Deus fala com ternura, observou o Papa, mesmo quando convida o homem à conversão. Há a exortação do Pai que diz ao filho: “Volta! é hora de voltar para casa”.
“É o coração do nosso Pai. Assim é Deus: não se cansa, não se cansa! E por tantos séculos fez isso, com tanta apostasia do povo. E Ele sempre volta, porque o nosso Deus espera. Ele é fiel à Sua promessa, porque não pode renegar a si mesmo. E assim esperou por todos nós ao longo da história”.
Francisco referiu-se, então, à parábola do filho pródigo para falar da misericórdia de Deus, que sempre espera o homem de braços abertos. Mesmo se a pessoa cometeu pecados, ela pode se dirigir a Deus e, assim, conhecerá a sua ternura.
“Somos nós que nos cansamos de pedir perdão, mas Ele não se cansa de nós. Setenta e sete vezes, sempre adiante com o perdão. E do ponto de vista de uma empresa, o balanço é negativo. Ele sempre perde! Perde no balanço das coisas, mas vence no amor”.
Isso acontece, como explicou o Santo Padre, porque Deus é o primeiro a cumprir o mandamento do amor. “Ele ama, não sabe fazer outra coisa”. Os milagres que Jesus fazia eram sinais do grande milagre que Ele pode fazer com o ser humano a cada dia, quando este tem a coragem de se levantar e seguir na direção do Senhor.
“A vida de cada pessoa, de cada homem e de cada mulher que tiver a coragem de se aproximar do Senhor encontrará a alegria da festa de Deus. Que esta palavra nos ajude a pensar em nosso Pai, Aquele que nos espera sempre, que nos perdoa sempre e que faz festa quando voltamos para Ele”.

Preparação para o 30º ECC

DIAS- 10 -11 E 12 DE OUTUBRO DE 2014
Estamos, graças a Deus, nos preparando para realizar mais um encontro em nossa paróquia. Temos a certeza que viver a experiência do encontro com Cristo é um momento inesquecível para todos os que o vivenciam.
O Padre Alfonso Pastore nos orienta quanto à finalidade do ECC que, “é buscar os casais afastados, amá-los, posicioná-los, dando-lhes uma visão de sua razão de ser como célula vital da humanidade; abrir-lhes caminhos de comunhão fraterna na comunidade paroquial e possibilitar-lhes a corresponsabilidade no serviço pastoral. Sua missão é atingir a todos os casais residentes dentro dos limites paroquiais (intelectuais, analfabetos, carentes, proprietários, operários, patrões, professores...). Todos juntos participando do mesmo encontro. Este é o sinal de que é igreja.” (D. N. P.18)
Confiar no espírito do Senhor é um desafio. Nós sabemos que o momento da realização do encontro é um dos momentos através do qual podemos evangelizar os casais de nossa paróquia. Então, vamos nos utilizar dessa ferramenta para convidar os casais para fazê-lo, confiantes na ação do espírito santo de Deus.
 Divulguem, convidem movidos somente pela fé e a esperança, desprovidos de julgamentos e preconceitos.
“Ide, pois, e ensinai a todas as gentes, batizando-as em nome do pai, do filho e do espírito santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos mandei. Eis que estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos”.
(MT 28, 18-20)
Equipe Dirigente 2014

Páscoa

A páscoa simboliza renascimento, libertação e fé. Esperamos que nesta páscoa os bons sentimentos invadam o seu lar levando harmonia e felicidade a toda sua família.


Feliz Páscoa



Missa Solene com Ato de Ereção Canônica

PARÓQUIA SÃO FRANCISCO DE ASSIS

Foi com muita alegria que a comunidade do Conjunto São Francisco recebeu no dia 28 de março de 2014 o Arcebispo de Fortaleza Dom José Antônio Aparecido Tosi Marques para a Missa Solene que transformou a Igreja do São Francisco em Paróquia São Francisco de Assis.
Ato a muito esperado por essa comunidade que teve como seu fundador o saudoso Pe. Frederico que foi o vigário da comunidade dos 1980 a 1996. Logo após assume o seu lugar Pe. Lino que ficou durante o período 1996 a 2001. Em 2001 chega a essa comunidade Pe. Francisco José que a dirigiu até 2013. Foi durante a direção do Pe. Francisco que a comunidade alcançou, graças a Deus e ao seu empenhou uma grande evolução. Chega então ao convício dessa comunidade Pe. Antônio Marcos que se tornou o primeiro Pároco da Paróquia São Francisco de Assis.


Padre Antonio Marcos lê o documento que torna a Igreja de São Francisco em Paróquia
Arcebispo de Fortaleza Dom José Antônio Aparecido Tosi Marques, celebrante da Missa Solene .


Assinatura do Decreto de Ereção
C
anônica,Padre Marcos e Arcebispo Dom José Antônio.
Padre Antônio Marcos renova os Votos Sacerdotais como Pároco.
Nosso Pároco também esteve presente à solenidade

Padre Marcos, Pároco da São Pedro e São Paulo e Dom José Antônio, Arcebispo de Fortaleza

Foto Oficial


Aniversariantes do Mês de Maio
NOME DO CASAL
ENDEREÇO
ECC
D.C.
ANOS
BODAS
Aldo e Rossi
Av. Emília Gonçalves, 150 - Q. Cunha
16º
15/05/1986
28
HEMATITA
Carlos e Dayse
R. Ilha do Bote, 93
27º
22/05/1999
15
CRISTAL
Cícero e Sandra
R. VII, 260
10º
23/05/1992
22
LOUÇA
Deassis e Régia
R. Barca Velha, 213 - São Francisco
20º
24/05/2003
11
AÇO
Décio e Marilene
R. Baixa dos Milagres, 3508 -
São Francisco
19º
29/05/2004
10
ZINCO
Eduardo e Cristina
Av. Hidelbrando de Melo, 1686 - Jd. Guanabara
11º
27/05/1989
25
PRATA
Gera e Nice
R. Valdeir Dornele, 1084 - Vila Velha
15º
25/05/1996
18
TURQUESA
Geraldo e Francisca
R. Baixa dos Milagres, 3432 -
 São Francisco
16º
22/05/1999
15
CRISTAL
Gil e Elisa
R. XI, Vilage das Palmeiras, lote28, Garrote
11º
14/05/1977
37
AVENTURINA
Lídio e Aila
R. 12, casa 96 - Cid. Oeste - Q. Cunha
26º
26/05/1990
24
OPALA
Marcos e Josefa
R. Dona Lúcia Pinheiro. 2523 - Q. Cunha
13º
29/05/1993
21
ZIRCÃO
Maurício e Célia
R. do Caranguejo, 2282 - São Francisco
17º
22/05/1999
15
CRISTAL
Mesquita e Deusinete
R. Carlos Araújo, 250 - Olavo Oliveira
9º
04/05/1991
23
PALHA
Nunes e Ângela
R. 26, casa 650 - Cj. Dos Bancários
12º
26/05/1990
24
OPALA
Osvaldo e Iolanda
R. Barca Velha, 318 - São Francisco
18º
22/05/1992
22
LOUÇA
Pedro e Cecília
R. Volta do Rio, 653 - São Francisco
18º
26/05/2001
13
LINHO
Pretinho e Marina
R. Moisés, 60 - Alto Jerusalém
9º
17/05/1992
22
LOUÇA
Reinaldo e Jane Eyre
Av. Independência, 632 Ap.1, - Q. Cunha
27º
13/05/2000
14
MARFIM
Roberto e Leo
R. Deputado Matoso Filho, 1267 -
Antº Bezerra
21º
11/05/1994
20
PORCELANA
Rubens e Silvanda
R. Cacil Salgado, 546 - Q. Cunha
20º
21/05/1994
20
PORCELANA
Zezinho e Lucimar
R. Creuza Rocha, 320 a - Jd. Guanabara
8º
27/05/1973
41
SEDA
Roberto e Tatiania
Av. Mozart P. Lucena, 3350 - São Francisco
29º
23/05/2009
5
MADEIRA










 “O que Deus uniu o homem não separe”.
Que o amor de Deus alimente sempre a vida matrimonial
do casal.


Parabéns a todos!!!!


AVISOS

TORNEIO 30 ANOS DE ECC: dia 06/04/2014 Sítio na Rua Godofredo Pimentel das 8h 00min às 15h:00min
REUNIÃO DE COORDENADORES: dia 02/05/2014 – IGREJA MATRIZ – às 20h:00min.
MISSA DA FAMÍLIA: dia 10/05/2014- na IGREJA MATRIZ, às 19h:00min.
ENCONTRÃO: dia 30/05/2014 – Olavo Oliveira – às 20h:00min.
ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO: todas as quintas-feiras na IGREJA MATRIZ a partir das 18h:30min e na IGREJA DO SÃO FRANCISCO a partir das 20h:00min.
Feijoada EJC - dia 04/05 - Local Sítio (mesmo local da feijoada do ECC).
                          Aberta inscrições para o XIII Encontro do EJC


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Justiça nos Pensamentos.


1. Todos temos, desde crianças, um forte sentimento de justiça. Como dói à criança ser castigada pelo que não fez, ver que os pais não cumprem o que prometeram  ou que alguém lhe tire sem motivo o brinquedo preferido.

Tanto e mais que às crianças dói aos adultos: acusações falsas na escola ou no emprego, não receber o pagamento justo de um trabalho, ser roubado, explorado, traído, ser vencedor num concurso e perder a vaga para um “afilhado” da banca, ser vítima de cem formas de embustes, armadilhas, logros e enganos…

A mágoa profunda que nos causa a injustiça deve mover-nos a amar a virtude da justiça e a defendê-la sempre.
O Catecismo a define, sinteticamente, assim: «É a virtude moral que consiste na vontade constante e firme de dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido» (n. 1807).
Comecemos meditando que, antes de mais nada, é devido a cada pessoa o respeito à sua dignidade e a equidade nos juízos que fazemos dela.
2.  Respeito pela dignidade
Todo ser humano merece imenso respeito por ser imagem de Deus , criatura de Deus, filho de Deus – sobretudo se recebeu no Batismo a graça da “filiação adotiva” (Jo 1,12) −; por ser  portador desde a concepção de uma alma espiritual e imortal; porque é alguém por quem Cristo morreu, e que está destinado à bem-aventurança eterna (cf.Catecismo nn. 1702-1705) e 2 Cor 5,14-15).
Uma forma penosa de desrespeito é o desprezo. Cristo condena fortemente o desprezo com que certos  fariseus orgulhosos olhavam para os outros: Eles se vangloriavam como se fossem justos, e desprezavam os demais (Lc 18,9).
E nós? Zombamos dos outros? Caçoamos? Ridicularizamos? Arremedamos deficiências deles (aleijões, gagueira, estrabismo, etc.) para provocar risadas? Já lhes preparamos armadilhas para que caíssem no ridículo?
Ou, o que é ainda pior: Desprezamos sua falta de categoria intelectual, profissional ou social? Sua incultura? E ainda pior: Discriminamos por motivos de religião, raça, idade, sexo, etc.
Deus não despreza ninguém: Guardai-vos de menosprezar um só destes pequenos, dizia Jesus (Mt 18,10). Se fizemos alguma pessoa se sentir desprezada, pecamos contra a justiça, pisamos no direito ao respeito que todos os filhos de Deus, sem exceção, têm.
A Madre Teresa de Calcutá, exemplo maravilhoso de respeito e amor pelos mais rejeitados, dizia: «A maior pobreza não é a falta de dinheiro, ou a falta de pão e de comida, mas sobretudo uma fome terrível de reconhecimento da dignidade que cada um tem» (M. A. Velasco, ”Madre Teresa de Calcutá, p. 27).
Da Madre Teresa já foi dito que ela e as suas irmãs iam “além do amor”. Todo cristão deve amar o próximo por ver nele o próprio Cristo (cf.Mt 25,40). Mas não pode amar quem primeiro não respeita. Primeiro a justiça; depois − muito acima dela, mas nunca sem ela – a caridade.
Lembremos a “regra de ouro” que Cristo nos deu: Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles. Esta é a lei e os profetas (Mt 7,12).
3. Evitar os juízos temerários
O juízo temerário consiste em atribuir ao próximo um erro, um crime ou um pecado, sem fundamento. Assim o define o Catecismo: «Torna-se culpado de juízo temerário aquele que, mesmo tacitamente [ou seja, mesmo interiormente, só com o pensamento], admite como verdadeiro, sem fundamento suficiente, um defeito moral no próximo» (n. 2477).
Jesus, que nos mandou: Não julgueis e não sereis julgados (Lc 6,37), dirigia-se com mágoa aos que faziam juízos críticos dele: Por que pensais mal em vossos corações? (Mt9,4).
Fazer um juízo, sem base objetiva e comprovada, é esquecer que só Deus vê o coração, e, portanto, colocar-se numa posição que só a Deus corresponde. Madre Teresa dizia: «Por muito que vejamos os outros fazerem coisas que nos parecem erradas, não sabemos por que as fazem» (Ioc. cit. p. 27).
É tocante também o exemplo de outro santo dos nossos dias, São Josemaria Escrivá. Durante a fúria anticatólica da época da guerra civil espanhola, quando – como tantos outros padres− , era perseguido de morte, dizia aos que estavam refugiados com ele numa pequena legação diplomática:
«Em vez de nos precipitarmos a julgar o nosso próximo, e talvez a condenar duramente, temos que pensar no que seria de nós se tivéssemos estado no ambiente em que viveu o homem que julgamos, se tivéssemos lido os livros que leu; se tivéssemos sentido as paixões que o dominaram… Não nos basta como exemplo o caso de Paulo que, depois de ter sido perseguidor dos cristãos, foi exemplo para todos? Compreensão, pois; essa criatura, que talvez no nosso interior desprezamos e condenamos, quem sabe se, uma vez corrigida, purificada, convertida em espiga sã, não produzirá frutos mais saborosos do que nós?» (O homem             que sabia perdoar, Ed. Indaiá, pp. 51-520).
4. Seguir o caminho indicado por Cristo
A) Em primeiro lugar, para julgar sem cometer injustiça, é preciso fazer o  que Jesus indica: Por que olhas o cisco que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu? Como ousas dizer a teu irmão: Deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tens uma trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave de teu olho e assim verás para tirar o cisco do olho de teu irmão (Mt 7,3-5).
Só podemos olhar bem para os outros com os nossos olhos purificados pela humildade e o arrependimento: primeiro, vejamos os nossos defeitos, que talvez sejam do mesmo tipo que nos incomoda nos  outros. É uma lição constante de Nosso Senhor: lembre, por exemplo, do episódio da mulher adúltera; Jesus cala-se diante dos acusadores odientos, e as primeiras palavras que diz são: Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra (Jo 8,7).  Primeiro, nós. Ter consciência de que somos pecadores, para não julgar por cima ninguém.
Fica claro que, para julgar serena e objetivamente, é necessário compreender, quer dizer, enxergar com humildade e sem preconceitos; mas sem incorrer  no erro oposto ao juízo temerário, que é o de pretender justificar o injustificável, e chamar santo ou normal o que ofende a Deus e aos próximo.
Não esqueçamos que uma coisa é “ver” e outra julgar, condenar. É inevitável que vejamos erros alheios, às vezes patentes e graves (crimes, abusos, injustiças); mas coisa diferente é condenar com ódio e agressividade contra a pessoa. Isso é anticristão.
B) Em segundo lugar, seguir, sempre que for possível, o conselho de Santo Agostinho: «Procurai adquirir as virtudes que julgais faltarem aos vossos irmãos, e já não vereis os seus defeitos, porque vós mesmos não os tereis».
C) Em terceiro lugar, agir. A primeira “ação” , a primeira atitude a ser tomada, é orar pelos que erram e perdoá-los. A segunda “ação” – quando possível –  é ajudar e, se for o caso, corrigir.
Reparemos como termina o texto de Jesus sobre o cisco e a trave: Tira primeiro a trave de teu olho e assim verás para tirar o cisco do olho de teu irmão (Mt 7,5).
Cristo não diz só: Perdoa, sê humilde, esquece. Também diz: Tira o cisco, ou seja, age, faze o possível para ajudar o teu irmão que erra, e, quando é necessário, também para evitar que o seu erro cause dano a inocentes. Em resumo, é preciso:
─ rezar sempre pela pessoa errada (cf. Mt 5,44)
─ tentar corrigi-la fraternalmente, se há possibilidade disso: Se te ouvir, terás ganho teu irmão (Mt 18,15).
─ caso a caridade e a justiça para com terceiros o exija, após tentar corrigir sem êxito, tomar as medidas oportunas para coibir abusos, sem descartar a denúncia e outras medidas legais cabíveis (cf. Mt 18,16-17 e 6).
Questionário sobre os juízos temerários
─ «Um só é o legislador e juiz – escreve São Tiago –… Tu, porém, quem és para julgares o teu próximo?». Faço maus juízos dos outros, sem ter certeza nem razões sólidas para pensar desse modo? Imagino que têm intenções ruins, sem um fundamento claro?
─ Luto por repelir os preconceitos e a desconfiança ao pensar nos outros? Esforço-me por ver sempre o lado bom de todas as pessoas?
─ Percebo que julgar sem conhecer a fundo a alma dos outros — que só Deus vê — é quase sempre uma grande injustiça?
─ Antes de julgar os defeitos dos demais, procuro ver os meus e corrigi-los? Percebo que só a pessoa humilde, que se conhece um pouco a si mesma, tem condições de olhar para os outros com compreensão?
─ Compreendo que muitos maus juízos e preconceitos nascem das marcas que deixam na minha alma o orgulho, a inveja, a susceptibilidade?
─ Guardo ressentimentos dentro do coração? Esqueço-me de que Cristo nos disse: «Se não perdoardes aos outros, vosso Pai também não perdoará as vossas faltas»?
─ Quando tenho o dever de julgar o comportamento de meus familiares, subordinados, etc, faço isso sem ira, sem me deixar dominar pelo calor da indignação, procurando a maior objetividade possível?
─ Tenho o amor e a coragem suficientes para corrigir com delicadeza os erros das pessoas que dependem de mim, ou dos que confiam na minha amizade?
─ Compreendo que calar, quando se deveria corrigir para procurar o bem da pessoa que errou, pode ser muitas vezes uma deslealdade?
─ Os erros dos outros provocam em mim ira, desprezo e antipatia, ou despertam a responsabilidade de rezar mais por eles, de pedir a Deus que os ajude a abrirem os olhos e melhorar?
Conclusões (Procure tirar as suas conclusões e anotá-las)
 Pe. Faus 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Jornal Informativo - Janeiro 2014

Fraternidade e Tráfico Humano - CF 2014

Tema: Fraternidade e Tráfico Humano
Lema: Para Liberdade que Cristo nos libertou (Gl 5,1)
Objetivos desta Campanha da Fraternidade

OBJETIVO GERAL

Identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e
denunciá-lo como violação da dignidade e da liberdade humana,
mobilizando cristãos e a sociedade brasileira para erradicar esse mal,
com vista ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

1. Identificar as causas e modalidades do tráfico humano e os rostos que sofrem com essa exploração.
2. Denunciar as estruturas e situações causadoras do tráfico humano.
3. Reivindicar, dos poderes públicos, políticas e meios para a reinserção das pessoas atingidas pelo tráfico humano na vida familiar e social.
4. Promover ações de prevenção e de resgate da cidadania das pessoas em situação de tráfico.
5. Suscitar, à luz da Palavra de Deus, a conversão que conduza ao empenho transformador dessa realidade aviltante da pessoa humana.
6. Celebrar o mistério da morte e ressurreição de Jesus Cristo, sensibilizando para a solidariedade e o cuidado às vítimas desse mal. 

* * * * * *


Mensagem do Papa Francisco


"Ciúmes e invejas dividem os cristãos", adverte Francisco.

Cidade do Vaticano (RV) – “Os cristãos devem fechar as portas a ciúmes, invejas e mexericos que dividem e destroem nossas comunidades”. A exortação foi feita pelo Papa na manhã desta quinta-feira, 23, na missa presidida na Santa Marta.Sua reflexão começou a partir da primeira leitura do dia, que fala da vitória dos israelitas sobre os filisteus, graças à coragem do jovem Davi. A alegria da vitória se transformou logo em tristeza: o Rei Saul, invejoso porque as mulheres louvaram Davi, que matou Golias, mandou executá-lo.“É o que o ciúme faz em nosso coração – observou o Papa – é uma inquietude cruel: não toleramos que um irmão ou irmã tenham algo que não temos. Saul, ao invés de louvar Deus, como fizeram as mulheres de Israel, preferiu se fechar e ficar lamentando consigo mesmo”. “O ciúmes leva a matar.. foi pela porta da inveja que o diabo entrou no mundo. Ciúme e inveja abrem as portas ao mal, são um veneno”, disse, advertindo:“As pessoas invejosas e ciumentas são amargas: não sabem cantar, não sabem louvar e não conhecem a alegria. Semeiam sua amargura e a difundem em toda a comunidade. Outra consequência deste comportamento são os mexericos, porque quando uma pessoa não tolera que outra tenha algo que ela não tem, tenta ‘rebaixá-la’, falando mal dela. Vejam: por trás de uma fofoca estão sempre ciúmes e inveja”.“Quantas belas comunidades cristãs – exclamou o Papa – andavam bem até que o verme da inveja contagiou um de seus membros e com ele, a tristeza, o ressentimento e as fofocas”, completou o Papa. “Hoje, nesta missa, rezemos por nossas comunidades cristãs para que a semente do ciúme não seja semeada entre nós; que a inveja não penetre em nossos corações e possamos ir avante, louvando o Senhor, com a graça de não cairmos na tristeza”.

* * * * * *

O ESPIRITO DO ECC


O ECC é um serviço-escola. Não é um movimento. Não visa prender a si os casais, nem os casais devem querer ficar presos ao ECC. Apresenta-se como um “SERVIÇO DA IGREJA ÀS FAMÍLIAS DA PARÓQUIA”. É essencialmente paroquial. Esta é a característica fundamental.

Pe. Alfonso Pastore chega a dizer que “quem lhe retirar essa característica (paroquialidade) arranca-lhe a alma”. O ECC é feito de casais para casais. É ainda um serviço que procura apresentar aos casais uma visão da Igreja, por meio de seus Documentos e Encíclicas, e de sua Doutrina Social.Espiritualidade - É a tônica do ECC e se fundamenta em 5 pontos básicos:
a) DOAÇÃO – essência da vida cristã;b) POBREZA – atitude evangélica fundamental para se colher o Reino de Deus;
c) SIMPLICIDADE – atitude que se traduz num estilo simples, espontâneo e autêntico no relacionamento com os outros.
d) ALEGRIA – nasce da certeza da vitória do bem e é experimentada no encontro, na partilha, na doação, na comunhão com o outro.
e) ORAÇÃO – é uma relação pessoal do homem com Deus em Jesus Cristo.


Juntam-se as estes valores a FRATERNIDADE, a GRATUIDADE e a MISSIONARIEDADE.


domingo, 26 de janeiro de 2014

Sobre a prudência




GUIA  SOBRE A PRUDÊNCIA
By
 Pe. Faus

1. Durante séculos, a prudência foi identificada com a “sabedoria da vida”.
Ser prudente é agir de um modo “pensado”, racional, não instintivo ou inconsciente.
A prudência é a virtude-guia da vida. Os antigos a chamavam auriga virtutum, o “cocheiro” que tem a rédeas do carro das virtudes e as dirige (cf. Catecismo, n. 1806).
É prudente aquele cristão que procura guiar-se pela razão iluminada pela fé. No proêmio da Encíclica “Fé e razão” (Fides et ratio), João Paulo II diz que «a fé e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade».
Ambas – razão e fé – procedem de Deus, única luz verdadeira (cf. Jo 1,9 e 1 Jo, 1,5), e são inseparáveis. Por isso, Bento XVI, na Universidade de Ratisbona, citava esta frase do imperador bizantino Manuel II Paleólogo: «Não agir segundo a razão é contrário à natureza de Deus» (12/09/2006).
2. A maior imprudência da vida não é atravessar uma avenida movimentada quando o semáforo está vermelho. É ser superficial:
– Ir no embalo: viver na inércia de uma rotina cega.
– deixar as rédeas da vida nas mãos das emoções e das paixões: ira, raiva, inveja, amor-próprio orgulhoso, ambição egoísta… Ou do sentimentalismo irracional: p.ex., moleza prejudicial na educação dos filhos.
– largar-se nas mãos dos desejos, procurando falsas razões para justificar aquilo que desejamos, em prejuízo do que teríamos que “fazer”, porque é um bem, um dever certo,
– decidir movidos pelos nervos e a pressa: afobação, precipitação, e-mails mal pensados…
Joseph Pieper, citando e comentando Santo Tomás de Aquino no seu livro sobre as “Virtudes Fundamentais”, diz: «O bem essencial do homem – isto é, o seu verdadeiro “ser humano”–, reside no fato de que “a razão, que se aperfeiçoa no conhecimento da verdade”, modele e informe interiormente seu querer e sua ação… “O homem é homem porque é racional”» (pp.17-18).
3. O Compêndio do Catecismo da Igreja católica diz: «A prudência dispõe a razão a discernir, em cada circunstância, o nosso verdadeiro bem e a escolher os meios adequados para o pôr em prática. Ela guia as outras virtudes, indicando-lhe regra e medida» (n. 380).
Quando trata dessa virtude, Santo Tomás explica que ela leva, a partir do conhecimento verdadeiro, à decisão prudente, e que isso se realiza em três etapas:reflexão, juízo e decisão.
1ª) Reflexão:  Já vimos como é fácil substituir a reflexão por emoções, paixões e interesses. Para refletir pudentemente precisamos de:
a) vencer a preguiça de pensar. É a preguiça que temos quando dizemos, antes de ter refletido sobre um problema: “deixa”, “estou cansado”, “não me aborreça”…
b) ter tempo para pensar sobre a vida e as coisas da vida: momentos concretos, fixos, habituais, de meditação, de oração, de exame de consciência.
c) cultivar o hábito de ler, que facilita o hábito de pensar.
d) saber usar a memória: para aproveitar a experiência e para retificar: «Não é prudente – diz São Josemaria – quem nunca se engana, mas quem sabe retificar os seus erros» (Amigos de Deus, n. 88).
e) ser humildes: pedir luz a Deus, ao Espírito Santo (luz dos corações). E saber pedir conselho a quem o possa dar. «O primeiro passo da prudência – diz São Josemaria – é o reconhecimento das nossas limitações: a virtude da humildade. É admitir, em determinadas questões, que não percebemos tudo, que em muitos casos não podemos abarcar circunstâncias que importa não perder de vista à hora de julgar. Por isso nos socorremos de um conselheiro. Não de qualquer um, mas de quem for idôneo» (Amigos de Deus, n. 86).
2ª) Juízo, avaliação. Vejamos alguns aspectos desse julgamento prático:
a) fazer um juízo de valor: enxergar o que é no caso moralmente melhor ou, pelo menos, bom. São Paulo pedia aos Romanos empenho em discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito (Rm 12,2).
b) discernir o ponto equilibrado do bem a realizar: não ficar nem abaixo desse ponto nem pecar por excesso (p.ex., é bom ser amável e conversar com os colegas, mas é errado gastar muito tempo em conversas inúteis).
c) julgar com clareza quais são as “prioridades”, utilizando não só a razão, mas a razão iluminada pela fé (Deus é a prioridade que não pode ser rebaixada).
d) fazer juízos acertados sobre os “meios” a serem empregados com eficácia. Definir bem o “que”, o “como”, e o “quando”.
3ª) Decisão.
            Santo Tomás ensina que a virtude exige “transformar o conhecimento verdadeiro em decisão prudente”, e dá esta regra de ouro: «O homem prudente é lento na reflexão e rápido na execução». É claro que isso exige:
a) vencer o comodismo e o medo de que não dê certo. «A prudência exige habitualmente uma determinação pronta e oportuna. Se algumas vezes é prudente adiar a decisão até que se completem todos os elementos de juízo, outras seria uma grande imprudência não começar a pôr em prática, quanto antes, aquilo que vemos ser necessário fazer, especialmente quando está em jogo o bem dos outros» (Amigos de Deus, n. 86).
b) não cair na cautela medrosa. «Pela prudência, o homem é audaz, sem insensatez. Não evita, por ocultas razões de comodismo, o esforço necessário para viver plenamente segundo os desígnios de Deus … Prefere não acertar vinte vezes a deixar-se levar por um cômodo abstencionismo… Não renuncia a conseguir o bem por medo de não acertar» (Amigos de Deus, n. 87).
c) finalmente, a constância no esforço, ainda que custe muito (com a luta, e o tempo, custará menos). 
Questionário sobre a prudência
− Procuro ter com frequência (se possível, diariamente) alguns momentos de silêncio e reflexão, para orar, meditar e esclarecer com Deus os assuntos fundamentais da minha vida? Peço ao Espírito Santo que ilumine a minha inteligência e oriente e fortaleça a minha vontade para seguir a verdade e o bem?
− Tenho o bom hábito de me aconselhar devidamente antes de assumir compromissos sérios, de fechar negócios arriscados ou de resolver problemas familiares e profissionais de certo vulto?  Evito a autossuficiênia? Caio no orgulho de dizer: “Não preciso de ninguém, eu sozinho resolvo”?
− Quando tenho que enfrentar algum problema que cria tensões desagradáveis (familiares, profissionais, sociais), peço a Deus que não permita que a paixão, a ira, o ódio ou o rancor me privem do raciocínio lúcido.
− Guardo um silêncio prudente antes de corrigir, quando ferve a indignação? Falo só após ter transcorrido o tempo suficiente para que a  correção, embora firme, seja serena e faça o bem?
− Evito duas imprudências, muito comuns e perigosas: ser afoito, ou ser o eterno hesitante?
− Caio na falsa prudência dos medrosos, que não querem arriscar nada e, por isso, adiam tudo, fogem de compromissos (com Deus e com o próximo) e se apavoram diante de ideais grandes e generosos? Percebo que este é o caminho garantido para a mediocridade?
– Esqueço-me de que até as pessoas mais simples me podem sugerir ideias e soluções boas, em que eu não havia pensado? Tenho respeito pelas opiniões dos demais?
− Caio na insensatez de dizer, em matérias de religião e espiritualidade, “eu não preciso de direção espiritual”, ignorando que a auto direção costuma terminar no fracasso?
− A prudência do autêntico cristão deve levá-lo muitas vezes a renunciar com valentia a ambientes, situações e comportamentos que outros acham normais. Tenho a coragem de prescindir de certas amizades perigosas, de prazeres, brincadeiras e costumes (em matéria de sexo, de bebidas, de festas, de espetáculos…), que só me fazem mal e ofendem a Deus?
− Dou-me conta do sentido profundo desta frase de Cristo: Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro se, depois, perde a sua alma (Mt 16,26)? Quem é mais “prudente”,  aquele  que se arrisca a condenar levianamente a sua alma, ou o que não hesita em fazer os sacrifícios necessários para não perder Deus para sempre?
− Sou firme nas minhas decisões? Persevero no cumprimento das resoluções difíceis?  Depois de ter refletido e pedido luzes a Deus, empenho-me em levar as coisas até o fim, sem esmorecer nem recuar perante os obstáculos?

Conclusões (Procure tirar as suas conclusões e anotá-las)
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