domingo, 23 de setembro de 2012

Igreja e Eleições


Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald, C.Ss.RNesta época de eleições é importante lembrar que a missão da Igreja é evangelizadora e de natureza eminentemente pastoral. Tal missão, porém, não permite à Igreja se omitir a respeito de problemas sócio-políticos do município, na medida em que esses problemas sempre apresentam uma relevante dimensão ética. Entre os valores éticos que estão em jogo nesta eleição, a Igreja, cônscia de sua responsabilidade pastoral, se preocupa de modo especial com os valore da justiça, da verdade, da honestidade e da liberdade, além de exigências éticas nas áreas de: educação, saúde, moradia, emprego, salário digno, reforma agrária, desenvolvimento econômico e social do Município.
A Igreja não tem ambições nem pretenções político-partidárias. Como em outras, nesta eleição a Igreja não está apoiando qualquer partido político e, muito menos, qualquer candidato específico. Afirmações em sentido contrário são simplesmente inverídicas. Ela sabe que sua palavra encontra hoje ressonância no povo pela natureza essencialmente religiosa de sua missão. A Igreja Católica, diferente de outras igrejas, não tem nenhuma intenção de se prevalecer da força de sua palavra para a promoção política de seus líderes, nem para a defesa de interesses ou privilégios. Assim, ela não concorda com a militância político-partidária de padres, religiosos e religiosas, algo que divide os fiéis. O bispo, por gravíssimos motivos, pode permitir um padre candidatar-se como representante de um determinado partido político, mas, neste caso, a prudência e o bom senso exigem o afastamento do padre de sua paróquia e funções pastorais enquanto ele estiver envolvido na política partidária. É óbvio que o sacerdote não deve introduzir política partidária em suas homilias durante a santa Missa, mas, caso seja necessário e oportuno, deve se restringir a uma orientação sobre os deveres políticos do cristão perante os programas e postulados dos vários partidos políticos na eleição Embora a Igreja não seja intérprete de aspirações partidárias nem mediadora de facções políticas, isto não significa que ela seja apolítica. Ela sabe bem que um pretenso apoliticismo significa, na prática, uma atitude política de anuência tácita a uma determinada configuração do poder político, qualquer que ele seja. A Igreja não aceita, pois, a opinião dos que pretendem reduzir sua missão à formulação de princípios atemporais. Pelo contrário, ela acompanha os homens no concreto das situações da vida individual e social, para explicar as exigências do Reino de Deus. Todos sabem que a ordem política está sujeita à ordem moral. A Igreja, então, iluminada pela fé, tenta definir com sempre, maior clareza as exigências que da ordem moral decorrem para a ordem política.
Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald, Redentorista e Assessor da CNBB Reg. NE1

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

XXVIII ECC





O que se revela nos detalhes das coisas,
são os pormenores de uma existência,
que merecem atenção...

Quem anda de cabeça baixa só vê o chão,
quem só olha adiante, segue sozinho.
E quem só olha para o alto, tropeça no próprio pé.

Quando descobrirdes que sua cabeça é móvel,
e que pode olhar para todas as direções,
notarás que muitas coisas deixou de observar
tentando se manter no caminho.

"Andai-vos sorrindo, e olhando para todas as coisas!"
Muito há que se ver pela nossa caminhada,
só caberá a você, filtrar o que lhe pode ser útil,
e tudo que traz coisas boas.

Mando Mago Poeta 
13:34 10/09/2012

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Carga inútil

Carga inútil



Certo dia, um professor atento ao comportamento dos seus alunos observou que poderia ajudá-los a resolver alguns problemas de cunho íntimo, e propôs uma atividade.

Pediu a todos que levassem uma sacola e algumas pedras, de vários tamanhos e formas para a próxima aula.

No dia seguinte, orientou que cada um escolhesse uma pedra e escrevesse nela o nome de cada pessoa de quem sentiam mágoa, inveja, rancor, ou ciúme. A pedra deveria ser escolhida conforme o tamanho do sentimento.

Depois que todos haviam terminado a tarefa, o professor pediu que colocassem as pedras na sacola e a carregassem junto ao corpo para todos os lugares onde fossem, dia e noite.

Se alguma pessoa viesse a lhes causar sofrimento ainda intenso, eles poderiam substituir a pedra por uma maior. E se uma nova pessoa os magoasse, deveriam escolher uma nova pedra, escrever o nome dela e colocar na sacola.

E quem resolvesse o problema com algumas das pessoas cujos nomes haviam escrito nas pedras, poderiam retirar a pedra e lançá-la fora.

Assim foi feito. Algumas sacolas ficaram cheias e pesadas, mas ninguém reclamou.

Naturalmente, com o passar dos dias, o conteúdo das sacolas aumentou em vez de diminuir.

O incômodo de carregar aquele peso se tornava cada vez mais evidente.

Com o passar dos dias os alunos começaram a mostrar descontentamento. Afinal de contas, estavam sendo privados de muitos movimentos, pois as pedras pesavam, e alguns ferimentos surgiram, provocados pelas saliências de algumas pedras.

Para não esquecer a sacola em nenhum lugar, os alunos deixavam de prestar atenção em outras coisas que eram importantes para eles.

Passado algum tempo, os alunos pediram uma reunião com o professor e falaram que não dava mais para continuar a experiência, pois estavam cansados de carregar aquele peso morto, e alguns ferimentos incomodavam.

O professor, que já aguardava pelo momento, falou-lhes com sabedoria: essa experiência foi criada para lhes mostrar o tamanho do peso espiritual que a mágoa, a inveja, o rancor ou o ciúme, ocasionam.

Quem mantém esses sentimentos no coração, perde precioso tempo na vida, deixa de prestar atenção em fatos importantes, além de provocar enfermidades como conseqüência.

Esse é o preço que se paga todos os dias para manter a dor e os sentimentos negativos que desejamos guardar conosco.

Agora a escolha é sua. Vocês têm duas opções: jogam fora as pedras ou continuam a mantê-las diariamente, desperdiçando forças para carregá-las.

Se vocês optarem pela paz íntima terão que se livrar desses sentimentos negativos.

Um a um, os alunos foram se desfazendo das pesadas sacolas, e todos foram unânimes em admitir que estavam se sentindo mais leves, em todos os sentidos.

A proposta era de deixar com as pedras os ressentimentos que cada uma delas representava. E isso dava a cada um a sensação de alívio.

Por fim todos se abraçaram e confessaram que naquele gesto simples descobriram que não vale a pena perder tempo e saúde carregando um fardo inútil e prejudicial.

Seja qual for a dificuldade que te impulsione à mágoa, reage, mediante a renovação de propósitos, não valorizando ofensas nem considerando ofensores.

( Lido pelo Padre Fábio no Programa Direção Espiritual )

sábado, 1 de setembro de 2012


Setembro foi escolhido pelos Bispos Católicos do Brasil como o Mês da Bíblia em razão da festa de São Jerônimo, celebrada no dia 30 do mês. São Jerônimo, que viveu entre 340 e 420, foi o secretário do Papa Dâmaso e por ele encarregado de fazer a tradução da Sagrada Escritura do hebraico e grego para o latim. Essa versão latina feita por esse santo recebeu o nome de Vulgata, que, em latim significa “popular” e o seu trabalho é referência nas traduções da Bíblia até os nossos dias.
A proposta para o Mês de setembro de 2012 é o estudo do Evangelho segundo Marcos associada ao Projeto Nacional de Evangelização: O Brasil na Missão Continental. Este projeto foi elaborado pela América Latina após a Conferência de Aparecida e posteriormente reassumido pela Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil em 2011.
Segundo o Serviço de Animação Bíblica das Irmãs Paulinas “O Evangelho segundo Marcos foi escolhido em sintonia com o ano Litúrgico que estamos vivenciando, o qual, juntamente com o Projeto Nacional de Evangelização, nos ajudará a revistar os escritos da Comunidade de Marcos, percorrendo os cincos aspectos fundamentais do processo de formação do discípulo missionário: o encontro com Cristo, a converção, o discipulado, a comunidade fraterna e a missão”. A Comissão Episcopal Pastoral Bíblico-Catequética da CNBB, que anima o estudo bíblico, tomou neste ano uma decisão muito importante e definiu que nos próximos quatro anos (2012-2015), serão estudados os evangelhos de Marcos (2012), Lucas (2013) e Mateus (2014), seguindo a caminhada do Ano Litúrgico, finalizando com o estudo do Evangelho de João em 2015. O Mês da Bíblia, que acontece no mês de setembro de cada ano vem contribuindo para que a Pastoral seja cada vez mais bíblica.
O tema escolhido pela Comissão Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil é: “Discípulos Missionários a partir do Evangelho de Marcos, e o lema é: Coragem! Levanta-te! Ele te chama! Esta expressão bíblica se encontra na narrativa da cura do cego Bartimeu em Marcos 10, 49. Este texto em São Marcos nos mostra cada etapa do processo de discipulado e de seguimento de Jesus Cristo. Há também um subsidio disponível dividido em quatro temas: (i) O chamado dos primeiros discípulos – “Siga-me”; (ii) Quem é Jesus? “Tu és o Messias”; (iii) Coragem! Levanta-te! Ele te chama! “Mestre que posso ver novamente”; (iv) Aonde nos leva o medo? Como vencer o medo? Com essa proposta da CNBB e o aprofundamento bíblico do Mês da Bíblia estamos dando um novo passo na nossa ação evangelizadora reforçando a formação e a espiritualidade dos agentes pastorais e dos fiéis através do seguimento de Jesus, no estudo dos quatro evangelhos, não somente levando em consideração, mas enfatizando a Missão Continental que nos pede a Conferência de Aparecida, no esforço de uma Nova Evangelização proposta pelo Papa Bento XVl.
O Documento de Aparecida afirma: “Desconhecer a Sagrada Escritura é desconhecer Jesus Cristo e renunciar a anunciá-lo. Se queremos ser discípulos e missionários de Jesus Cristo é indispensável o conhecimento profundo e vivencial da Palavra de Deus. É preciso fundamentar nosso compromisso missionário e toda a nossa vida cristã na rocha da Palavra de Deus” (DA 247).

Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald – Redentorista

Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald, Redentorista e assessor da CNBB Reg. NE1
   

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Padre Fábio de Melo

''Para ser desejado, tem que ter mistério'',
ensina Padre Fábio de Melo

Padre fala sobre os relacionamentos amorosos, banalização do sexo e revela que pensa em escrever um roteiro para o cinema.

Apesar de deixar claro que sua agenda não permite badalações culturais, PadreFábio de Melo, 41 anos, abriu uma exceção para a estreia de Marília Pera na peçaHerivelto como Conheci, nessa quinta-feira (5).

Enquanto o espetáculo não começava, ele conversou com Contigo! Online. Sem fugir de nenhuma pergunta, ele analisou a onda de separações e as ligações amorosas. Escritor, apresentador, cantor e professor universitário, ele concorda que sua imagem também é muito exposta, mas que não sofre com o assédio feminino, mesmo sob a fama de como padre galã. "Posso falar que tem muito mais pessoas que me respeitam do que ao contrário", revela.

Contigo! Online: Estamos em meio uma onda de separações. Qual a sua análise? As pessoas não estão levando o casamento a sério?

Padre Fábio de Melo: Acredito que os alguns casamentos começam por acaso e muitas vezes não são trabalhados como um relacionamento para durar. As pessoas se decidem uma pelas as outras de forma muito superficial. Não dá certo porque já começa errado. O casamento é um compromisso para estabelecer um vínculo para ter uma segurança e uma estabilidade afetiva. Acho que todo mundo precisa. Hoje as pessoas não estão muito dispostas ao definitivo. Talvez seja uma característica do mundo moderno. Existe uma indisposição de cultivar laços que possam durar. Senão resgatarmos os valores, a gente vai ser muito infeliz.

Contigo! Online: O senhor considera que isso também seja falta de Deus ?

PFM : Acho que é falta de valores. Os valores estão acima da religião. A religião trabalha com valores, mas na verdade os valores estão muito acima da regra. Isso é interessante porque existem pessoas que não tem religião e tem valores muito sólidos em suas vidas. Religião não é garantia de nada, valores sim.

Contigo Online: Muitos acreditam que os tempos modernos trouxeram a banalização do sexo. Essa exposição excessiva do corpo pode também prejudicar os relacionamentos ?

PFM : Acho só que deprecia o ser humano. O ser humano para ser desejado tem que ter mistério. O amor sobrevive desse mistério. Quando você tem o outro muito acessível, você acaba perdendo o interesse muito rápido. Essa preservação do mistério tem sido muito difícil nos dias de hoje. As pessoas querem se mostrar o tempo todo. Quando se mostram, muitas vezes exageram e nem sempre mostram a verdade. Daí vem a frustração.

Contigo! Online: O senhor têm se mostrado muito. Sua exposição já trouxe problemas, inclusive com o assédio feminino ?

PFM : Sabe que não (risos). Eu recebo muito carinho das pessoas por causa do trabalho que realizo. Acho que é mais que um trabalho de arte, de uma certa maneira , eu acabo participando da vida das pessoas, seja através da minha música, meus livros ou meu programa de televisão. Posso dizer para você que tem muito mais gente que me respeita, do que o contrário,

Contigo! Online : O senhor também pensa em participar de algum trabalho como ator, assim como o Padre Marcelo, um filme por exemplo ?

PFM: Como ator não, mas tenho muita vontade de escrever um roteiro para o cinema. Ainda estou pensando nisso.

domingo, 22 de julho de 2012

1º FORRÓ CRISTO IN BEACH



Mensagem do nosso amigo e irmão Naldo José, Dia 18 de agosto 1º FORRÓ CRISTO IN BEACH e lançamento do nosso 2º cd Naldo José e o forró IN Deus e mais Shalomgod, Balada Santa e um bingo de 1 Tablet, não percam! , local: Clube dos oficiais da PM Av.Zezé Diogo S/N-Praia do futuro próximo ao clube dos Magistrados.
Divulguem...


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A união das equipes da Sala e de Ordem e Limpeza do XXVII ECC deu a origem da Equipe Roxa, veja quem são os participante da equipe destaque 2011.
Tarefa realizada pela equipe Roxa de Amor por Cristo, na Gicana do ECC 2011 da Paróquia de São Pedro e São Paulo. No tempo da brilhantina, bons tempos não voltam mais.