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domingo, 15 de abril de 2012

Nota da CNBB sobre o aborto de Feto “Anencefálico”

"Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais,
é descartar um ser humano frágil e indefeso", afirma Nota da CNBB


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A Conferência Nacional dos bispos do Brasil, logo após a conclusão do julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54, emitiu nota oficial  lamentando a decisão. No texto, os bispos afirmam que "Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso".

Leia a integra da Nota:
Nota da CNBB sobre o aborto de Feto “Anencefálico”
Referente ao julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB lamenta profundamente a decisão do Supremo Tribunal Federal que descriminalizou o aborto de feto com anencefalia ao julgar favorável a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 54. Com esta decisão, a Suprema Corte parece não ter levado em conta a prerrogativa do Congresso Nacional cuja responsabilidade última é legislar.
Os princípios da “inviolabilidade do direito à vida”, da “dignidade da pessoa humana” e da promoção do bem de todos, sem qualquer forma de discriminação (cf. art. 5°, caput; 1°, III e 3°, IV, Constituição Federal), referem-se tanto à mulher quanto aos fetos anencefálicos. Quando a vida não é respeitada, todos os outros direitos são menosprezados, e rompem-se as relações mais profundas.
Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso. A ética que proíbe a eliminação de um ser humano inocente, não aceita exceções. Os fetos anencefálicos, como todos os seres inocentes e frágeis, não podem ser descartados e nem ter seus direitos fundamentais vilipendiados!
A gestação de uma criança com anencefalia é um drama para a família, especialmente para a mãe. Considerar que o aborto é a melhor opção para a mulher, além de negar o direito inviolável do nascituro, ignora as consequências psicológicas negativas para a mãe.   Estado e a sociedade devem oferecer à gestante amparo e proteção
Ao defender o direito à vida dos anencefálicos, a Igreja se fundamenta numa visão antropológica do ser humano, baseando-se em argumentos teológicos éticos, científicos e jurídicos. Exclui-se, portanto, qualquer argumentação que afirme tratar-se de ingerência da religião no Estado laico. A participação efetiva na defesa e na promoção da dignidade e liberdade humanas deve ser legitimamente assegurada também à Igreja.
A Páscoa de Jesus que comemora a vitória da vida sobre a morte, nos inspira a reafirmar com convicção que a vida humana é sagrada e sua dignidade inviolável.
Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, nos ajude em nossa missão de fazer ecoar a Palavra de Deus: “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19).

Cardeal Raymundo Damasceno AssisArcebispo de AparecidaPresidente da CNBB
Leonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB                          

Caminhada da PAZ 2012

Nós que fazemos o Encontro de Casais com Cristo da Paróquia São Pedro e São Paulo, convidamos a comunidade a participar da Caminhada pela PAZ 2012.


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Domingo dia 22 de abril, às 09 horas participe

Informativo Abril de 2012

Páscoa


Caros Irmãos e Irmãs


Ao término desse longo período quaresmal, em que, nos colocamos ao lado de Jesus que se retira ao deserto em preparação para a sua Páscoa, é chegado o grande momento de nossa fé: a morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Sagrada Liturgia nos convida a penetrarmos com todo nosso ser nesse mistério. A Semana Santa dar-se início com a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho - símbolo da humildade – aclamado pelo povo que o aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”. Depois celebra-se o Tríduo Pascal que é composto pela Quinta-feira Santa, Sexta-feira Santa e a Vigília Pascal, vésperas do Domingo da Ressurreição ou Domingo de Páscoa.
A Páscoa (do hebraico Passach, significa passagem) é a festa ápice do Cristianismo em que celebramos a vitória de Cristo sobre a morte. “Desde a alvorada de Páscoa, uma nova primavera de esperança invade o mundo; desde aquele dia, a nossa ressurreição já começou, porque a Páscoa não indica simplesmente um momento na história, mas o inicio de uma nova condição: Jesus ressuscitou, não para que a sua memória permaneça viva no coração dos discípulos, mas para que Ele mesmo viva em nós, e, n’Ele, possamos já saborear a alegria da vida eterna” (Papa Bento XVI). Porém, para isso é preciso abraçar a Cruz, abraçar as dificuldades confiando em Jesus que carregou em seus ombros o peso dos nossos pecados e misérias, e assim venceu a morte e nos libertou para uma nova vida; como dizia Santo Agostinho: "A paixão do Senhor mostra-nos as dificuldades da vida presente, em que é preciso trabalhar, sofrer e por fim morrer. A ressurreição e glorificação do Senhor nos revelam a vida que um dia nos será dada."
 Devemos caminhar todos os dias com a esperança da vida eterna, ouvindo e pondo em prática tudo que Jesus nos ensinou e nos ensina por meio de sua Igreja. Dando nosso testemunho de quem verdadeiramente encontrou com Cristo somos não apenas seguidores, mas sobretudo, imitadores do próprio Cristo, e é no dia a dia que colocamos em prática os ensinamentos de Jesus, na vida de casado, de filhos, de pai, de mãe, no trabalho, estudo e enfim.
Que possamos anunciar ao mundo que Jesus ressuscitou e vive no meio de nós, na vida de cada cristão. Que no nosso serviço nas pastorais e movimentos possamos não buscar fazer nossa vontade, mas sim, a vontade de Deus que nos faz sal e luz do mundo (cf. Mt 5, 13-14), sal para que possamos fazer a diferença nesse mundo contrário a verdade do evangelho e luz para iluminarmos (evangelizar) as pessoas que ainda não encontraram a verdadeira luz que é Cristo (cf. Jo 8, 12).

Francisco Rodrigo Ramos da Silva
EJC


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